quarta-feira, 1 de junho de 2016

LUSCO-FUSCO

            Tempo fechado, ameaçando chover desde a manhã. Resolvi sair.  Dezesseis horas. Estaciono o carro e entro no supermercado. Nem vi o tempo passar, analisando preços do que deveria comprar, da minha listinha.  Em tempo de inflação, leva-se um tempão nessa tarefa. Quando saio dele, levo um susto, já escurecendo e a chuva caindo copiosamente e para completar, neblina.  Coloco as compras no carro e saio, cuidadosamente.  Numa cidade onde pessoas com bicicletas, dominam as ruas estreitas, um, ziguezagueando à minha frente, entrava e saia do centro da rua.  Andava devagarinho como a situação exigia. Em pleno horário de pico, toda a cautela é pouca, devido o mau tempo. Aquela bicicleta já estava me levando a procurar um local para estacionar e deixá-lo ir, livrando o trânsito atrás de mim. Não consegui. Outras bicicletas a frente surgiram. Nem a chuva os atrapalhava.  Jovens brincando com a vida. Fui seguindo, 40 km/h  às vezes 20.  De repente, um estrondo no lado direito. Levei um susto. Não conseguia parar porque estacionamento na rua não havia.  Quando surgiu um espaço, parei para ver o que houve. O espelho direito do carro ( já havia percebido antes) estava baixado.  Olhava, pensando... percebi pedacinhos de vidro.  Surge um homem na minha frente, já estava escuro, a chuva continuando.. Apresentou-se  como o dono do carro que teve o espelho do seu carro quebrado. Olhei, vi seu carro logo adiante.  Conclusão: paguei o espelho que estraguei, o meu só sofreu arranhões na pintura preta. Disse ele: ainda bem,o meu é barato, trinta reais. Se fosse o seu...  Refleti com ele, lá na minha cidade, no RS, a rua é dos carros e os transeuntes em suas faixas de pedestres e não das bicicletas, que deveriam estar nas ciclovias.  Quem paga o susto que levei?  E se aquele Senhor fosse um dos tantos assaltantes que rondam o litoral diuturnamente?  Essas pessoas não pensam que poderiam causar graves acidentes! E guardas de trânsito onde estão?  Sumiram como tantos outros...Sem comentários.  Cheguei em casa, 5 km, retiro as compras, fecho as portas e sento para agradecer a Deus que foi apenas um espelho, com a imprudências dos donos das tantas bicicletas que andavam pelo centro da rua, poderia ter sido algo pior... O susto passou  ..é noite ...e a chuva continua!!  Aprendi mais uma vez:  no lusco-fusco, em dias chuvosos, a casa é o lugar mais seguro. Sair, só em urgências e essas, que Deus me livre!!

                                      £uiza
                                      01/06/2016
                                      Barra Velha, SC.




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