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segunda-feira, 15 de julho de 2013

E agora José? Onde está Lula?


Onde está Wally? 
 A presidente Dilma Rousseff está num enrosco medonho e Lula não dá as caras. Nem como apoio moral – à distância não vale. Viajar para o exterior a cada crise não é exatamente o que se espera de um ex-presidente que governou o país durante 10 anos e parte dele no atual mandato. Ou é fuga do que se espera de um líder ou a história está mal contada. Aí tem.
Fernando Albrecht- jornalista.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

O BRASIL CLAMA POR REFORMAS.



PLEBISCITO - REFORMA POLÍTICA - É preciso deixar de enganar o eleitor. No que é que vai mudar a vida do Cidadão se tiver um ou dois ou vinte suplentes de senador? Será que voto secreto ou público em alguns casos especialíssimos, como por exemplo cassar o mandato de um colega vai mudar a vida dos brasileiros? Voto distrital mudaria em alguma coisa o dia a dia dos brasileiros? O que precisa ser feito é uma REFORMA DA ESTRUTURA GOVERNAMENTAL. Trinta e nove Ministérios quando a maioria dos países desenvolvidos e ricos tem 15, 16 ou 17. O Brasil tem uma CARGA TRIBUTÁRIA BRUTAL, que nada retorna ao cidadão. Tudo é gasto numa máquina governamental pesada, ineficiente e corrupta, que incha a cada vez que um "aliado" faz um "beiçinho" de descontentamento. Para cada "partideco" que demonstra descontentamento, se cria um novo Ministério. Precisamos de um Presidente que FAÇA ALIANÇAS COM O POVO. Que reduza pela metade o númeto de Ministérios. Que reduza de 39 para no máximo 20 Ministérios. Inclusive os que estão com o PMDB. Que reduza dos 25.000 cargos de confiança do Governo Federal para 10.000 ou 5.000. Que direcione esses recursos para a saúde, a educação e principalmente segurança que está um caos. Que ao invés de criar o Ministério da Micro Empresa, ajude os Micro Empresários com menos impostos, mais proteção contra a concorrência estrangeira e com linhas de crédito sem burrocracia, ágil e com juros baratos. Que se acabe com a guerra fiscal, que reduz em bilhões de reais a receita do Brasil, beneficiando grandes empresas, especialmente multinacionais. O Brasil clama por reformas que beneficiem os brasileiros. Que efetivamente se puna a corrupção "pública ou privada". Chega de enrolação. O povo está cansado. Ou alguém pensa que o descontentamento é por RS 0,20 a menos no preço das passagens?
Gilberto Capoani- Deputado Estadual (RS)

G


terça-feira, 9 de julho de 2013

O momento político.

Muito bom esse texto do jornalista, onde descreve o momento político.

Vamos combinar uma coisa: a classe média e até mesmo o povão está com medo do rumo que as coisas estão tomando. E não me venham com exceções do tipo “eu não!”. Medo de ser pego num fogo cruzado entre policiais e manifestantes, medo das gangues e dos assaltantes, medo dos radicais, medo de uma escalada de invasões e depredações, medo de saques em supermercados e comércio em geral, medo da paralisia do governo e das limitações das forças de segurança, medo de invasões nas casas e prédios e depredação do automóvel que nem pago está, medo da inércia do governo Dilma, medo da inflação, medo pelo futuro dos filhos e do emprego, medo do custo de vida, e, sobretudo, medo de que as coisas escapem ao controle total.
 É nessas horas conturbadas que se se tem inveja dos alienados, que o povo chama de “os sem noção”. Ou os sem-leitura, sem-opinião, sem-informação, portanto sem noção do perigo que vivemos. É a negação, a antítese da expressão popular “é melhor ouvir isso que ser surdo”.
Às vezes, é melhor ser surdo.
Fernando Albrecht - 4 de julho



domingo, 7 de julho de 2013

INCÊNDIO DO MERCADO PÚBLICO - POA



NOITE DE SÁBADO- 06/07/2013 - Triste notícia para quem conhecia o Mercado Público.
no centro da Capital gaúcha. Esse texto de ZH dominical, do colunista David Coimbra, relata esse lamentável episódio, que foi  o incêndio desse prédio histórico.

David Coimbra: "Centenas de pessoas permaneciam paradas em volta do velho prédio como se assistissem a um funeral"

Uma brisa suave subia do Guaíba e soprava a fumaça negra para o Sul, avenida acima, até depois das arcadas de concreto armado do viaduto da Borges. Passava das 23h de sábado, e os bombeiros já haviam controlado o incêndio do Mercado Público de Porto Alegre, mas a população não arredava pé do Centro. Centenas de pessoas permaneciam paradas em volta do velho prédio, olhando em silêncio, como se assistissem a um funeral.
Agora o fogo só continuava forte no lado em que havia começado, na fachada voltada para a Júlio de Castilhos. Uma grossa língua de fumaça saía enrodilhada de uma das janelas, e era lá que os bombeiros concentravam o trabalho. Ainda havia homens dentro do prédio. Do lado de fora podia-se ver as luzes de suas lanternas dançando na escuridão. Duas horas antes, alguns deles conseguiram resgatar pintos, patos, gansos e galinhas das lojas que vendem animais. O povo, em volta, aplaudiu no momento em que os caixotes com os animais foram postos na calçada em frente à prefeitura.
Foi uma das poucas manifestações ruidosas da população. De resto, ouviram-se mais lamentos sussurrados e vagas manifestações de dúvida.
— Será que a Banca do Holandês se foi? - indagou um homem de bigode, de uns 40 anos de idade, sem se dirigir a ninguém em especial: deixou a pergunta no ar, e um outro homem, baixinho, com fones de ouvido, tomou-a e respondeu:
— Na Gaúcha está dando que as bancas do centro não foram atingidas.
— Ainda bem — tornou o de bigode. — Eu adoro a linguiça de Gramado.
O que teria sido feito das linguiças de Gramado? E do pão de aipim? E dos tonéis com erva mate da boa? Os antigos gibis do Tex Willer e do Fantasma decerto que se queimaram. No Gambrinus há uma parede que o velho Antônio Dias de Melo fez questão de preservar na última reforma. É uma parede antiga, do século 19, que sobreviveu até ao incêndio de 1912, e nela está pintado Gambrinus, o deus da cerveja. Bem ao lado está pendurada a cadeira em que uma noite sentou-se o Chico Viola, o grande Francisco Alves. Será que ainda restam intactas a cadeira do Chico Viola e a gravura do deus da cerveja? E na loja contígua, no Bar Naval, onde Lupicínio ia bater caixinha de fósforo, será que houve perdas no Bar Naval? E aquelas bancas de venda de peixe que fremem na Semana Santa, ainda estarão de pé? E o café da mokinha? E as bancas de frios em que até a Deborah Secco se deliciou, quando morou em Porto Alegre?
Eram essas as dúvidas da população. Dúvidas que mexiam com suas referências sentimentais, que mexiam com suas lembranças. Com suas vidas, enfim. Ficaram ali, especulando, homens e mulheres, até que, vencida a barreira da meia-noite, uma chuva caudalosa desabou do negro do céu, ajudando o trabalho dos bombeiros e mandando os populares para casa. Foram-se, rapidamente, provavelmente sentindo que um pouco da história deles todos, de todos os porto-alegrenses, não passava, agora, de cinzas. Cinzas e dor.

EPTC registra o momento do incêndio no Mercado Público