quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Experiências de vida.

 Partilhando esse artigo, de um colega do Recanto das Letras.

Experiências de vida

Aprendi que a vida é uma imensa canção. Para uns, alegre, para outros, triste, no ritmo ou fora do compasso, a vida segue o rumo que escolhemos para ela. Pois eu também sou compositor e, para se escrever uma canção, especialmente se for uma partitura, é preciso cumprir dezenas de regras. As regras estão por todas as partes, aonde vamos, desde a Maternidade até a Capela da despedida final, as regras existem para modelar a nossa vida.

A Escola ensina as regras de gramática, conjugação verbal, de composição de textos, de vivência social. A Igreja ensina as regras da religião, fraternidades, vida em grupo e de comunidades. A Família ensina as regras da convivência familiar, amizades, casal, filhos, partilha de bens etc... a internet ensina as regras de compartilhamento. O comércio ensina as regas de compra e venda. Hospitais, Instituições de saúde determinam as regras da medicina. Corporações, Empresas, cada um com suas regras. Instituições financeiras determinam as regras de finanças, e a Polícia, as regras de segurança.

Afinal, a vida está cercada de regras, de leis, as quais se constituem em parâmetros que nos impõem limites. Regras de comportamento, de etiquetas, de higiene, limpeza, alimentação, trânsito, fila, necessidades fisiológicas; tudo são regras. Tantas regras fizeram o povo se entediar. Hoje, quando se fala em regras de gramática, muitos ficam assustados. Mas, pensando bem, as regras são indesejáveis, mas não vivemos sem elas.

"A vida é uma bola girando no espaço..." disse alguém alheio ao meu conhecimento. Se a vida é uma bola, ela vai para onde a gravidade lhe favorece. Por isso existem as regras. Para evitar que a vida ande por aí sem rumo e sem direção. Se a vida é uma bola, ela vai estar sempre girando, mas se dermos uma forma a ela, poderemos torná-la estável, prazerosa e muito versátil. As regras são necessárias para estabelecer limites e dar sentido à existência.

Estas palavras me trazem à memória o saudoso Tião Carreiro, uma lenda do nosso Brasil Caboclo.

"Ai pra aprender cantar de viola primeiro estudo que eu tive.
Aprendi com um violeiro velho que fazia moda impossível.
Pois eu sou um violeiro novo, mas também quero ser terrível.
Faço moda de gente boa e de algum incorrigível.
Toda moda que eu invento cumpro régua prumo e nível.
Ai, pensando bem um violeiro, com prazer no mundo vive! ai, ai, ai".
Padecimento: interpretes: Tião Carreiro e Pardinho

Parece meio sem sentido, mas essa música é um exemplo do aprendizado prático onde prevalece o talento, o dom, a criatividade que são transformados em experiências de vida.
Hanilton Di Souza
Enviado por Hanilton Di Souza em 20/10/2016
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Um comentário:

  1. Parabéns pelo blog... muito lindo.. voltarei mais vez com certeza... Obrigado por postar meu artigo

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