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domingo, 20 de março de 2016

Aeromóvel em Porto Alegre- Crônica -

Publico hoje, a crônica do Escritor e Poeta Paulo Miranda, postada hoje, no Recanto das Letras, complementando publicação minha "Aeromóvel Coester" datada nesse blog, em 24/10/13.
Meus agradecimentos Poeta, mais conhecimento vivenciado para complementar o tema.

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O Aeromóvel Coester

Um artigo precioso no blog Meusregistrosepostagens, de nossa confreira Lumah, postado já há quase três anos nos descerra uma notícia auspiciosa e que, infelizmente, terá tido muito pouca repercussão mídia brasileira.

Trata-se do Aeromóvel Coester, meio de transporte de massa, colocado a funcionar na cidade natal de seu inventor, Oskar Coester. O trecho é pequeno, mas sinaliza um começo promissor, ainda que tardiamente: ligando a cidade de Porto Alegre ao seu aeroporto, Salgado Filho.

Tive a oportunidade de acompanhar, e de perto até, um pouco da saga desse nosso ainda pouco conhecido inventor.  Foi em Jacarta, a capital da Indonésia, literalmente, lá nas nossas antípodas...

Buscando ganhar reconhecimento e dimensão internacional, Oskar conseguiu a concessão e pertinente financiamento para instalar seu invento
naquela populosa cidade do arquipélago indonésio. Uma batalha, vencida graças à tenacidade e poder de argumentação de nosso ilustre cientista, que numa primeira instância havia recebido a recusa por seu invento não ter sido ainda provado e por, segundo avaliadores, não ser, em tese, capaz de absorver um fluxo maciço de usuários, como é o caso dos serviços de metrô, ou trens.

Mas com o apoio decidido de uma influente filha do então Presidente Suharto a obra saiu, experimentalmente construída num parque de diversões, nos arredores de Jacarta, o Taman Mini Indonesia, num formato circular, com cerca de 4 kms de extensão.

Havia, como ainda há, grande interesse de mega-empresas estrangeiras, de países desenvolvidos, em disputar concorrências internacionais para lançarem projetos de transporte coletivo em Jacarta, que tem uma população superior a dez milhões. Afora as urbanizações circunvizinhas, fora do território municipal.

O entusiasmo dos proponentes do projeto Coester em Jacarta fê-los apressar a data de sua inauguração, deixando para data posterior a instalação dos controles eletrônicos e os imprescindíveis teste. Acolheram, assim, a idéia de o colocar a serviço, apenas com controles manuais, com a presença do próprio Presidente Suharto e entourage, numa sessão inaugural. Exaustivos testes já tinham sido realizados com esse modo de operação. E, se presumia, não podia haver erro.

E houve. Entre uma estação e outra, com a volta quase completa, o carro suspenso deu repentina travada. A esposa do então Vice-Presidente, de joelhos, ao piso foi lançada.

No dia seguinte ao desafortunado ocorrido, o Estado de São Paulo publicava sarcástico e bombástico despacho da France-Presse, intitulado "Brasileiro derruba o Governo indonésio".

E ainda hoje estamos nós a endeusar o champagne e o croissant franceses...Mas o trenzinho, há vinte e cinco anos tá lá, girando e transportando visitantes do parque.

Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em 20/03/2016
Código do texto: T5579288
Classificação de conteúdo: seguro

           imagem captada na web





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ROSA DE SEDA


Rosa solitária,
perdida num ramalhete
de flores, sem cheiro,
sem o frescor das pétalas aveludadas
de uma rosa viva.
Olho para ti e penso,
será flor da noite ou flor
do amor,
disfarce coberto de seda
que não é rosa flor.
Rosa muda...não sente
o afeto
nos longos mergulhos,
no doce navegar
pelo remanso dentro
da noite.
As rosas são amorosas, belas,
serenadas, ardentes,
audaciosas,
a sonhar fascinadas à luz
do sol-poente,
faz reponte de melodias
e transluz a ternura
de um beijo.

Paulo Avila
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T5512100
imagem captada na web  



Becicleta


Becicleta. Foi assim que grafei a palavra no meu exame de admissão ao
ginásio. Acho que nunca a houvera escrito antes, embora andasse em
minha boca e na de tantos garotos, loucos por uma Monark ou uma Calói
Havia também aquelas estrangeiras, importadas cujas marcas não se
pronunciava e muito menos se escrevia, mas babar à meninada fazia.
Raleigh, Gulliver, Merckswiss...
Mas a minha becicleta por pouco me deixa fora da reta, pois a prova de
português, a língua pátria do primário, era eliminatória e naquele
embate poderia significar o fim da minha incomeçada história, ou pelo
menos confiná-la a uma segunda edição, uma terceira, e não sei mais
não.
E o pior é que não foi uma única vez que incidi no erro: pois a prova,
além de constar de várias perguntas, tinha também a composição, que
por sua vez consistia na descrição de uma gravura. E justamente ali,
um menino com sua becicleta, e um ramalhete de flores.
Sabia como começar, pois algum mestre ou mestra já teria ensinado,
soprando a dica: descrição começa-se por dizer, vejo nesta gravura...
e o resto é literatura. Se o aplicador do exame mais atura.
Chegando em casa, ainda arfante daquela experiência ciclística no
papel, perguntei ao meu pai pela grafia em dúvida, buscando
assegurar-me do que podia vir pela frente. Bê, i, foi dizendo ele...
Pronto, tou perdido, disse comigo mesmo, engolindo aquele amargo
travo, quatro ou cinco vezes repetido, no papel.
Mudei de dúvida, para ver se me aliviava: qual o plural de qualquer?
Quaisquer, ora. Nossinhora, tava eu mesmo por fora. Havia escrito
qualqueres...E agora?
Quando anunciaram os resultados, consegui um 5,8. A iminente tragédia
havia virado com média. Que mérdia? E dali pra frente tudo foi
diferente, e o Roberto, já bem perto, mas ainda incerto, nem
incomodava a gente.

Paulo Miranda
Crônica publicada no Recanto das Letras
imagem captada na web

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O tempo ...



Eu não envelheci. O tempo é que passou por aqui e tá
bem mudado. Quase não o reconheci. Lembro-me bem,
o tempo era jovem, cheio de planos, queria me ''fazer''.
Guardava-me para o futuro. Hoje ele tá velho,
o tempo enrugou! Falei baixinho pra mim:
''meu deus, o que o tempo fez com o tempo?!'' Corri
para o espelho e me vi igual e de esguelha o olhei; ele
para mim, de soslaio. Confesso que dei uma risadinha. Ficamos frente a frente.
Depois de tanto ''tempo'' era chegada a hora de conversarmos.
Não sabia por onde começar. Meio sem
jeito perguntei sua data de nascimento. Sabe o que ele
me respondeu? Que era imemorial. Pode?! Tentando disfarçar meu constrangimento, tossi. E o tempo continuou a falar...que era implacável, indomável, insinuante, que pertencia a todos, que fazia o que quisesse com quem bem entendesse. Tentei colocar a mão na sua boca, mas o tempo continuou a me falar, que era onipresente, que viu riso, choro, lágrima, lástima, traição e fidelidade eterna. Fiquei pasmo, lívido! Mas não podia perder a opotunidade, afinal, era eu conversando com o tempo. Tu já tiveste essa oportunidade? O achei presunçoso. Enquanto ele falava, minha cabeça girava tentando uma forma de reverter positivamente para mim, a conversa. Aí lembrei do passado. Com ar triunfal perguntei o que ele, o Tempo, o que ele achava do passado. Sua resposta foi o que motivou esse texto. O Tempo me falou que o seu passado, em algum tempo, sempre foi o seu futuro. Quase enlouqueci. Eu entro em êxtase com verdades. E o Tempo foi verdadeiro comigo.
(Nilson Octávio)

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MOMENTO ÚNICO ...


O Sol se põe
Com pompas de rei
Nas últimas horas
Da tarde.
Um manto luminoso
Colore o céu
Desde os confins
Do horizonte, e o
Canto suave,
De um sabiá laranjeira,
Espalha-se no ar...
Momento único,
De luz, de esplendor;
Momento de paz,
Momento de amor!
Rui E L Tavares
-22Janeiro2016-
            
           imagem captada na web

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Homenagem à Quintana.

Ficaram os Versos
A Mario Quintana
Do alto da bronze 
Ficaram os versos do mapa, 
Às gurias no passeio, 
Rua da Praia
Sem praia, sem rio,
Cheia de quinta’s
Quintana.
O cigarro,
A velha máquina
Em silêncio como a folha,
No recanto
Oh, Majestic
Da velha Porto Alegre
Do novo, dos versos
Velho poeta
Desatando nós e nós...
Auber Fioravante Júnior
15/01/2015
Porto Alegre - RS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VENTO

Assim me chama o vento
me despenteia os cabelos
nas teias do precipício
a vida começa hoje
começa sempre
desde o nada até a medula
todos os dias
colar os ossos
e ouvir o ruído
subterrâneo de um rio
a vida começa hoje
sempre por um fio
a alma é um pêndulo
leva as horas
de encontro
às pedras.
(Vento- Roseana Murray)
   imagem captada na web

Amanhecer no mar ...

Levantei mais cedo,
Vi o sol nascer
E o mar quebrar
Na orla da praia;
Gaivotas sobrevoando
Um cardume de
Peixinhos.
Molhei os pés
E senti as carícias
Da água morna
Exalando um perfume
De maresia...
Enchi outro chimarrão
E pensei:
- Como é lindo tudo isso!
Rui E L Tavares
-11Janeiro2016

Queira-me




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL


Natal é a eterna e maravilhosa poesia
inspirada no destino do Menino de Nazaré,
escrita pelo amor de Maria
e pela bondade de José.
Natal é nobreza de emoções,
é noite coroada de astros
nos céus e nos corações.
FELIZ NATAl

Autor: Paulo Avila

 imagem captada na web .




domingo, 29 de novembro de 2015

Onde há luz, existe paz!

Onde há luz,  existe paz.
Perdoa enquanto podes.
Sacode a poeira e vai,
cada vez sempre mais
em busca do amor.
Seja uma flor
entre os espinhos,
faça do seu caminho
um encontro com Deus.
Diga adeus à tristeza,
a beleza de tudo
está nos sentimentos
lindos que cultivamos.
Seja solidário,
esteja presente
quando precisarem de ti.
Faça a tua parte e
mais um pouco.
O momento mais feliz
de cada um de nós
é quando amamos . . .
Homenino Poeta

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O tempo cura ....

E eu acredito que sim: o tempo cura. 
O tempo organiza, o tempo cicatriza, o tempo faz 
passar.
O tempo revela que talvez aquele realmente não era 
o melhor caminho, o melhor jeito, o tempo revela um 
novo destino.
O tempo seca lágrimas, o tempo faz partir pra outra,
o tempo renova a alma.
O único problema é que talvez o tempo não passe tão
depressa como deveria, quando se é pra esquecer.
Mas talvez se passasse muito rápido, nós
esqueceríamos também rápido e faríamos outra vez.
- Michelle Trevisani 


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terça-feira, 17 de novembro de 2015

VALE DO RIO DOCE- Tragédia.



Valeria a pena a Vale?
O Rio já não é Doce.
Águas contaminadas
poluição e degradação
esvaziou de peixes
A Vale, quanto vale?
Vale mais que a vida
do ser humano,
da flora e da fauna?
Minério retirado da terra
é lavado, rejeito estocado.
Material levado pelos trilhos
mágoa, só mágoa no olhar.
A Vale não Vale a Vida!
Quanto vale a Vale?
Quanto vale a vida humana?
Quanto vale a vida animal?
Quanto vale a degradação
das matas e da água?
Marta Peres

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Sozinha em casa..

Acróstico
          *
Sem ter muito o que fazer
Olhando da janela a chuva que cai
Zerando os sentimentos de melancolia
Indo ao encontro da felicidade
Nada que me faça mais sofrer
Hoje, na maturidade da vida
Acordei dos sonhos, estou na real!

Enquanto muitos saem à esmo pela estrada
Me encontro em casa, na paz e na poesia

Convicta que o futuro a Deus pertence
Ando com passos firmes e seguros
Sentindo que algo bom me aguarda
Amanhã,  vivendo com mais sabedoria ....
                 sem tristeza, nem letargia ...

           £uizamenin

Editado em 01/11/2015
Publicado no Recanto das Letras.
Código do Texto T5435363
imagem captada na web






segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CHIMARRÃO



Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.

Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua,
E o perfil da lança nua,
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha,
Por onde rolou a história,
Empoeirada de glórias,
De tradição farroupilha.

Em teus últimos arrancos,
Ao ronco do teu findar,
Ouço um potro a corcovear,
Na imensidão deste pampa,
E em minha mente se estampa,
Reboando nos confins ,
A voz febril dos clarins,
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar,
Apertando o lábio, assim,
Que o amargo está no fim,
E a seiva forte que eu sinto,
É o sangue de trinta e cinco,
Que volta verde pra mim.
Autoria: Glaucus Saraiva


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Calamidades no sul do Brasil.

O sul do Brasil sofre nesse início de outubro, com intempéries. Temporais com chuva forte, granizo, vendavais, alagamentos, calamidade. A cada frente fria que chega, a população fica atenta e preocupada sem nada poder fazer. O que está causando isso, fenômenos da natureza, aquecimento global, desmatamentos, não se sabe.  Quantas pessoas sofrendo, perdendo tudo, vendo seus pertences conseguidos com sacrifício, levados pelas enxurradas. Previsões para esse mês, nada animadoras. O recurso é fé, rezar para que Deus não permita que isso continue a ocorrer e aguardar que a Primavera mostre sua cara, suas flores, seu clima agradável. Enquanto isso, passar o feriadão dentro de casa, porque as rodovias estão congestionadas de carros, parece que o povo não se dá conta, que saindo de casa nessas condições é pedir para se estressar mais do que permanecer no seu cantinho com a família, em paz e tranquilidade. 

                   £uiza
                   São Paulo, 09/10/2015
                   imagem captada na web





domingo, 27 de setembro de 2015

Milagre da vida...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Setembro chegou...

Setembro chegou, indícios da mais esperada estação do ano. Flores, com seus perfumes.  Ipês floridos. O verde se destacando, clima agradável.  Mas, as estações do ano mudaram: setembro iniciou com muita chuva aqui em São Paulo, pelas previsões vai ser geral no sul e sudeste do Brasil.
Faz parte, muda-se o roteiro e aproveita-se o tempo para curtir a casa, ouvir o som da chuva, relaxar, ler, escrever, assistir TV, curtir o blog, dormir. 
                    
                                    £uiza
                                    08/09/2015
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domingo, 30 de agosto de 2015

LEMBRANÇAS ...

Lembranças são marcas
que o tempo deixou
nalguma época 
da sua passagem.
São apenas passados
que retornam ao presente,
influenciando
na lida do dia-a-dia...
Lembranças, muitas vezes,
são estímulos
para escrever
novos capítulos
da história de uma vida!
Rui E.L.Tavares.
          Imagem captada na web

domingo, 9 de agosto de 2015

Anoiteceu

     A
     N
     O
     I
     Tudo é silêncio// recolhimento//nossa casa// aconchego...
     E
     C
     E
     U

                £uiza menin
                0908/2015
                Poetrix/ letrix (técnica literária)
                Publicado no Recanto das Letras.
                Imagem da web


quinta-feira, 9 de abril de 2015

O OUTONO CHEGOU... e eu na praia ainda!

O OUTONO CHEGOU...
O Outono chegou,
veio descolorindo o verde,
amarelando folhas,
calando vozes de passarinhos.
O outono chegou,
encurtando os dias,
alongando as noites,
trazendo aconchego aos ninhos.
O outono chegou,
com ares de inverno,
trouxe ventos mais frios,
anúncios de nova era.
O Outono chegou,
colhendo sementes
que serão semeadas
na nova Primavera...
Rui E L Tavares
-08Abril2015-
             Lindo poema do meu amigo Poeta!
             Imagem captada na web

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Lembranças...

Olhar ao longe
Antevejo sua imagem
lembro de você ..

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Reflexão

Recomece... Agradeça.
Esse dia foi feito pra você.
Sirlei L. Passolongo
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Sabedoria.

Deve existir algo extranhamente sagrado no sal:
está em nossas lágrimas e no mar...
Khalil Gibran
   
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Deslumbramento


Passeia à beira-mar e tem a graça
da clara luz do dia que amanhece
e à sua volta o ar até parece
ganhar outra leveza quando passa.
Um bando de gaivotas esvoaça
em seu redor e como numa prece
eis que a seus pés a espuma se enternece
com o desenho que na areia traça.
Aproxima-se a gente e, ao tentar
perceber o mistério da visão,
logo vê que o segredo a desvendar
é apenas mais um desses que o mar
esconde ou revela na ocasião,
conforme quem lhe interessa deslumbrar.
Torquato da Luz



sábado, 28 de fevereiro de 2015

Poesia sem rimas

Belo poema de meu amigo de Face,
O menino Poeta.


Fiz uma poesia sem rimas
apenas dei vida
às palavras escritas,
deixando bonitas as cores

dos sentimentos que sinto. 
E foi muito bom
buscar no fundo do coração
as coisas
que são importantes
pra mim.
Porque assim,
só assim, eu aprendi
a me conhecer melhor . . .
Homenino poeta

                

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A PROFESSORA




A Professora

Só porque sou bonitinha
por frívola não me tome:
sou uma professorinha
que zela pelo seu nome.

Minhas crianças eu amo
e sou feliz desse jeito:
atuando nesse ramo,
ensinando o que é direito.

A criança é folha em branco
onde escrevemos o bem;
educadora eu me banco,
e sou mãe delas também.

A Pátria que nos dê força
pois somos da Natureza:
sou avezinha, sou corça,
quero passar a beleza.

Só pedimos o respeito
e que nos dêem valor;
fazendo tudo bem feito
motivadas pelo amor.

Sem nós a humanidade
seria um caos deprimente:
formamos em tenra idade
o coração e a mente.

O nosso empenho maior
é cultivar a criança
pra ter um mundo melhor:
nós somos a esperança.


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Miguel Carqueija
Enviado por Miguel Carqueija em 21/02/2015
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Carnaval, festa, fuga dos problemas...

Tempo nublado e tendendo a frio nesta terça-feira de Carnaval, aqui no sul do País. O feriadão foi chuvoso, mas ótimo para quem como eu, gosta de curtir a casa em dias assim, ler, escrever, fazer uma comida melhor, namorar e dormir.
   Assisto  pela TV, nesse horário da manhã, tópicos do desfile das Escolas de samba do Rio, na noite de segunda-feira. A Sapucaí, mostrando a energia dos sambistas e população nos camarotes e gerais.  As Escolas com muita criatividade e beleza, cada uma mostrando o melhor de si e o empenho de seus organizadores e grupos.
    Festa brasileira para ninguém botar defeito. Alegria e muita magia, uma parada nas questões nacionais, políticas, econômicas e sociais. Até a alta da gasolina não atingiu ninguém nesses dias. A BR 101, próxima a meu recanto na Praia, esteve em movimento contínuo nesses dias, sem parar. Praias lotadas, nem parece que o brasileiro está passando por  uma fase de recessão e mudanças, resultado de tanta corrupção e desmandos, para não dizer desgovernos, ocorridos. Estamos a pagar a conta. Crise pela frente. Apertem os cintos novamente...
Passando o carnaval, vamos ver o grito do Povo, as críticas, os apelos pelas redes sociais.
     Mas, a festa máxima do brasileiro, dá uma trégua a tudo e extrapola toda a alegria contida e toda a angústia e preocupações com os decretos da Presidência, atingindo o bolso do brasileiro.
     E viva o Carnaval...Nessa quarta-feira tudo acaba e a vida volta ao normal. E o Brasil recomeça o ano ....
                       
                                    £uiza

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drumond de Andrade




sábado, 6 de dezembro de 2014

Hino ao amor...

Momentos de êxtase e alegria
que jamais ficarão no esquecimento
em que minha alma em sintonia
encontra outra à busca de alento...

Instantes plenos de descoberta
da busca da paz tão almejada
um olhar encontra outro em alerta
e juntos decidem iniciar nova jornada.

Quando menos se espera ocorre o encontro
tudo em nossa vida se transforma
e se inicia uma nova caminhada

que essa nova etapa seja o sonhado ombro
há muito desejado por nossas almas
para juntos seguirmos a jornada iniciada!

£uiza - 06/12/2014
Porto Alegre, RS.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DEPOIS DA CHUVA .....



Quando as nuvens passarem,
levadas pelo vento,
o céu voltará a ser azul,...
a chuva que cai insistente,
deixará de encharcar o chão.
As estrelas voltarão à noite
e no jardim, ora sem encanto,
novas rosas desabrocharão...
A natureza, então,
vestirá roupagem de festa
para o grande baile da vida!

Rui E L Tavares
           Imagem captada na web

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Reeditando...

Os dias passam,
os meses voam
o ano vai chegando ao final.
O que não passa
é a vontade de viver
é o desejo de de que o tempo
não atinja nossa alma
mesmo que branqueie nossos cabelos.
O que importa e seguir adiante
vivendo da melhor maneira
recordando nossas vivências
tirando das experiências
o melhor de si,
deixando para trás,
o que de traumatizante nos atingiu,
procurando elevar nosso pensamento
curtindo o que de bom semeamos
que são nossa família, nossos amigos,
nossa caminhada na vida,
tudo o que nela construímos.
tudo o que dela usufruímos

tudo o que de bom realizamos
                            
               Meus registros - 2012- final de ano

Hoje eu quero ser feliz...

 Hoje eu quero um presente
 virar criança...
 quero ver realizada
 essa esperança!

 Quero acordar brincando de roda
 sorrindo e cantando...
 com nenhuma criança
 sem brinquedo, chorando!

 Hoje eu quero ser feliz
 não quero ver criança sem nome,
 nem na rua,
 nem com fome!

 Quero ver todas num lar
 onde encontrem calor...
 carinho de uma família
 e, sobretudo, o amor!

 Ah! se for assim, hoje eu sou feliz
 estarei brincando
 mas se não for...
 não me acordem, quero continuar criança
 mesmo sonhando!

 Rui E L Tavares
Imagem captada na web.

Pedras no caminho

O dia vai terminando e os primeiros sinais da noite vem chegando.
Lá se vai mais um dia em que parecia não chegar ao final
Há momentos em que precisamos parar e repensar nossa vida,
se estamos no rumo certo ou se estamos andando sem direção.
Hoje, por uns dias, faço uma análise da caminhada percorrida
Se tudo o que fiz,  teve um sentido, se valeu a pena 
A formação de uma família, a profissão escolhida,
Hoje estou só, o destino levou minha outra parte
Estou levando adiante essa jornada
Mas constatando que nem tudo o que planejei
que construí deu o resultado desejado.
Surgem pedras no caminho que precisam ser removidas
Com cuidado, carinho e  atenção desdobradas
Para que não hajam tropeços, quedas ou ferimentos
na busca de uma solução pacífica  e acertada.
E sair bem, sem confrontos,  dessa  encruzilhada.
Palavras feriram  minha já sofrida alma
Que devagarinho já estava quase curada
dos entraves e percalços antes percorridos 
Preciso dessa parada para resolver com sabedoria
E retornar a tranquilidade e a paz tão almejada.
                                                       _Luiza _
                                                                       Registro feito em 2013

 

Recomeçar é preciso...


Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
 Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
 A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante frequência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
 A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
 Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
 naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
 Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
 A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
 Avança!
 Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.
Letícia Thompson


 

Reflexão.

Ontem passado. 
 Amanhã futuro. 
 Hoje agora. 
 Ontem foi. 
 Amanhã será. 
 Hoje é. 
 Ontem experiência adquirida. 
 Amanhã lutas novas. 
 Hoje, porém, é a nossa hora de fazer e de construir
Chico Xavier

O silêncio do entardecer ...

A chuva vai caindo calmamente
no silêncio deste entardecer  
deixando no ar uma nostalgia,
pelo som dos pingos no telhado,
inspirando uma aprendiz de poeta
a escrever uma poesia...
Um misto de sentimentos se confundem
ternura, lembranças, saudades...  
que fazem  parte do dia a dia,  
normal na vida de quem viveu ...
intensamente todos os momentos
de lutas e  de sonhos,
de solavancos e  calmaria,
de chegadas e saídas,   
de encontros e desencontros,  
de encantos e desencantos,  
de carinhos e desafetos,  
de alegrias e tristezas  
de esperanças e ilusões  
de certezas e incertezas.
e ao chegar ao final do dia
deixar de lado a nostalgia
e reiniciar com nova energia
a jornada que se inicia!!
                                      _luiza_ 01/06/2014


 

Infância... Saudades!


 Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres as visitas. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um. – Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre. E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia. – Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável! A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia: – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa. Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança.... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade... Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...
Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa: – Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais. Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite... Que saudade do compadre e da comadre!...
José Antônio Oliveira de Resende - Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Setembro, chegando a Primavera!


 Se as estações
tivessem sexo ...
a primavera seria
a mais feminina
pelas cores e odores
por seu doce fascínio
é como se uma magia
estivesse sempre no ar
e caíssem de repente
em nossas cabeças
masculinas
ah! almas masculinas
desatentas
ou, outrossim, dissimulam ser
eu confesso
é por você primavera
que perco
o resto de senso
seja esse o colo feminino
que nos asila
em armadilhas
que queremos cair
seja esse romance
que fez promessa
assim que o primeiro lírio nasceu
pode parecer
que atropelamos as estações
mas ria então de mim o homem
que não se seduziu perdidamente
pelos olhos e risos de uma mulher
ao se deparar
com um buquê
de cores e aromas
de setembro...

Luciano Lopes
 
setembro/2014
Imagem captada na web

sábado, 6 de setembro de 2014

Na noite que passou....

NA NOITE QUE PASSOU...
Perdi o sono
(pensei em ti)
do anoitecer ...
à madrugada.
O amanhecer
já tinge a noite
com pinceladas
de claridade.
Um pássaro
já cantou,
um ônibus passou
e no céu a
última estrela
se apagou...
Acende-se o dia
e eu
(ainda pensando em ti)
nem sequer dormi
na noite que passou!

Rui E L Tavares

 

Manhãs de setembro

Setembro
Nas doces manhãs de setembro
quero voar nas asas do vento
do pensamento,...
subir colinas
molhar as asas no riacho
colher boninas
e tangerinas
me misturar no azul do céu
lá onde as nuvens descansam
e as estrelas dormem de dia

£uma Rosa