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terça-feira, 11 de junho de 2013

BRINCANDO DE NAMORAR.





 Pela primeira vez
 brincando de namorar
 toquei a tua mão,
 uma inédita sensação
 percorreu o meu ser...
 Num frêmito repentino
 me senti menino
 na minha plenitude,
 amante me senti
 ao tocar a tua mão.
 Minha primeira namorada
 desvendei teu segredo,
 perdi meu medo
 e até hoje não sei explicar,
 porque após tantos anos,
 já de cabelos brancos,
 ainda brinco contigo
 de namorar...!

 Rui E L Tavares ( Poeta, amigo de facebook)
 
    Em  homenagem ao  "Dia dos Namorados"


INCONFESSO DESEJO.


  DRUMMOND!

 Uma de suas belas poesias!



 Queria ter coragem
 Para falar deste segredo
 Queria poder declarar ao mundo
 Este amor
 Não me falta vontade
 Não me falta desejo
 Você é minha vontade
 Meu maior desejo
 Queria poder gritar
 Esta loucura saudável
 Que é estar em teus braços
 Perdido pelos teus beijos
 Sentindo-me louco de desejo
 Queria recitar versos
 Cantar aos quatros ventos
 As palavras que brotam
 Você é a inspiração
 Minha motivação
 Queria falar dos sonhos
 Dizer os meus secretos desejos
 Que é largar tudo
 Para viver com você
 Este inconfesso desejo

Carlos Drummond de Andrade


Alguns dados biográficos sobre esse grande poeta.

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi poeta brasileiro. "No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho". Este é um trecho de uma das poesias de Drummond, que marcou o 2º Tempo do Modernismo no Brasil. Foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX.

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, doze dias depois do falecimento de sua filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.



ANJOS ESPECIAIS.



  • Anjos especiais

Há anjos
Que chegam
Voando silenciosos
Mal se ouve
O barulho das asas.
Há anjos
Mais espalhafatosos
Se esbarram pra todo lado
Fazendo graça...
Há anjos que choram por quase nada
Há anjos que riem de quase tudo
Mas todos são anjos especiais
Enviados do Édem
Pra nos darem paz
E nos protegem com seus escudos...
São anjos assim que dão esperança ao mundo.

Você é um deles! Por isso jamais se Vá!
(Sirlei L. Passolongo)

 Há anjos
 Que chegam
 Voando silenciosos
 Mal se ouve
 O barulho das asas.
 Há anjos
 Mais espalhafatosos
 Se esbarram pra todo lado
 Fazendo graça...
 Há anjos que choram por quase nada
 Há anjos que riem de quase tudo
 Mas todos são anjos especiais
 Enviados do Édem
 Pra nos darem paz
 E nos protegem com seus escudos...
 São anjos assim que dão esperança ao mundo.

 Você é um deles! Por isso jamais se Vá!

 (Sirlei L. Passolongo)


MINHA ALMA TEM PRESSA.


Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".
Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou.


 Membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.





Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....

                        Rubem Alves
                              


segunda-feira, 10 de junho de 2013

VERDES SÃO OS CAMPOS.- Camões!


DIA DE PORTUGAL e DIA DA RAÇA
Luís Vaz de Camões, (nasceu em 1.524 em Lisboa, faleceu em 10 de Junho de 1.580) foi um poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do ocidente





 Verdes são os campos,
 De cor de limão:
 Assim são os olhos
 Do meu coração.

 Campo, que te estendes
 Com verdura bela;
 Ovelhas, que nela
 Vosso pasto tendes,
 De ervas vos mantendes
 Que traz o Verão,
 E eu das lembranças
 Do meu coração.

 Gados que pasceis
 Com contentamento,
 Vosso mantimento
 Não no entendereis;
 Isso que comeis
 Não são ervas, não:
 São graças dos olhos
 Do meu coração.

 Luís de Camões



RUMI, O MíSTICO DO AMOR!



Neste ano se celebram 800 anos de nascimento de Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Nasceu no Afeganistão, passou pelo Irã e viveu e morreu em Konia na Turquia.

Entre tantos, selecionei esse poema de Rumi!
Uma pérola!
 


Não posso dormir quando estou contigo
por causa de teu amor.
Não posso dormir quando estou sem ti
por causa de meu pranto e gemidos.
Passo as duas noites acordado
mas, que diferença entre uma e outra!

                      *********


sábado, 8 de junho de 2013

AUSÊNCIA.






 Por muito tempo achei que a ausência é falta. 
 E lastimava, ignorante, a falta. Ausência Por muito tempo achei que a ausência é falta. 
 E lastimava, ignorante, a falta. 
 Hoje não a lastimo. 
 Não há falta na ausência. 
 A ausência é um estar em mim. 
 E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus 
                                                                             [braços, 
 que rio e danço e invento exclamações alegres, 
 porque a ausência, essa ausência assimilada, 
 ninguém a rouba mais de mim. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'


Para não Deixar de Amar-te Nunca!





 Saberás que não te amo e que te amo 
 pois que de dois modos é a vida, 
 a palavra é uma asa do silêncio, 
 o fogo tem a sua metade de frio. 

 Amo-te para começar a amar-te, 
 para recomeçar o infinito 
 e para não deixar de amar-te nunca: 
 por isso não te amo ainda. 

 Amo-te e não te amo como se tivesse 
 nas minhas mãos a chave da felicidade 
 e um incerto destino infeliz. 

 O meu amor tem duas vidas para amar-te. 
 Por isso te amo quando não te amo 
 e por isso te amo quando te amo. 

Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"


O HOMEM E A MULHER.


Não há nada mais belo para expressar o amor que une um homem e uma mulher,  do que essas frases sublimes do grande iniciado humanista Victor Hugo, que nos convida a viver a senda do matrimônio perfeito.
Bendito seja o amor. Benditos os seres que se adoram.




O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.


                              Victor Hugo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SILÊNCIO...





 Num momento 
 se fez silêncio brutal,
 eu não entendi
 que era sua voz 
 chamando por mim.

 Marta Peres

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ESTRELA CADENTE



 Rápido traço de luz, pronto, lá 
se vai a estrela cadente, tudo 
 acabado quando cai...
 Meu pedido junto dela vai...

 Ah, um namorado, rogo 
 à minha estrela que cai,
 quero nesta noite adormecer,
 sonhar, o namorado conhecer.

E a estrela, para onde se foi?
 Caiu dentro do mar sem fim
 ou no meio do grande jardim?

 Linda estrela cadente! 
 Fugida do céu, sorridente
 é o anjo guradião de mim.
 Tira-me da angústia, enfim...

 Todas as noites eu penso nela, 
 procuro no escuro do firmamento,
 gostaria de fazer meu pedido 
 olhando o céu, num só momento!
 Marta Peres

MAR PORTUGUÊS




 Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MEIO AMBIENTE



  • MEIO AMBIENTE

" Dia 05 de Junho,
  dia do Meio - Ambiente,
  Meio  - Ambiente ???
  melhor ser prudente,
  ao comemorar algo
  que esta tão premente,
  muita falação,
  para tanta destruição,
  em nome da tal realização,
  feito pelos desenvolvimentistas,
  pelos ruralistas,
  e muito também pelos governistas,
  que não medem,
  em nome do tal progresso,
  cometem tal retrocesso,
  de fazer do meio,
  atitudes, que só nos 
  causam receio,
  porque no fim 
  nos vamos, 
  mesmos é ficar,
  sem até,
  o minimo gorjeio.  " 

 Marco Aurelio Tisi  

( 05/06/2013 )

 " Dia 05 de Junho,
 dia do Meio - Ambiente,
 Meio - Ambiente ???
 melhor ser prudente,
 ao comemorar algo
 que esta tão premente,
 muita falação,
 para tanta destruição,
 em nome da tal realização,
 feito pelos desenvolvimentistas,
 pelos ruralistas,
 e muito também pelos governistas,
 que não medem,
 em nome do tal progresso,
 cometem tal retrocesso,
 de fazer do meio,
 atitudes, que só nos 
 causam receio,
 porque no fim 
 nos vamos, 
 mesmos é ficar,
 sem até,
 o minimo gorjeio. " 
 Marco Aurelio Tisi 

Lembranças...





 As lembranças
são as mesmas
 de sempre,
 a saudade tem
 a mesma cara
 de outras noites...
 Só o que mudou,
 foi este barulho
 do mar!
                        Rui E L Tavares

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Saudando o mês de junho!


Junho abre a porta
para que a tarde entre 
com sua longa sombra
e o inverno se anuncie
como se para sempre.

Junho deixa a janela
a lua branca mais bela
prêmio aos que espiam o frio
que no forte do seu cio
já assopra nos caminhos.

Se por acaso chove
e luz ou lua não há
pensa que a poesia existe
para te consolar
te deixar menos triste
até para te mentir
e te dizer que junho
ou qualquer mês
é o que na alma sentir. 

Luiz de Miranda

Junho abre a porta
para que a tarde entre
com sua longa sombra
e o inverno se anuncie
como se para sempre.
...

Junho deixa a janela
a lua branca mais bela
prêmio aos que espiam o frio
que no forte do seu cio
já assopra nos caminhos.

Se por acaso chove
e luz ou lua não há
pensa que a poesia existe
para te consolar
te deixar menos triste
até para te mentir
e te dizer que junho
ou qualquer mês
é o que na alma sentir.

Luiz de Miranda

Dialogando com os guerreiros do Rio Xingu.






 Irmão Índio, sei da tua sina
eu ti tenho muita admiração
defendes as águas cristalinas
do Xingu que inspira canção

Erwin Kräutler, Bispo ousado
porque a enorme indignação?
-Meu rio está sendo matado
por belo monte de ambição

Megaron, guerreiro menino
porque tu insistes em resistir?
-Norte Energia é de assassinos
que só pensam em destruir

Linda Tuíra, valente pessoa
fale do Xingu pros versos meus
- Xingu, quer dizer "Água Boa"
e também a "Morada de Deus"

Munduruku, porque ocupas
o canteiro da construção?
-É que meu filho se preocupa
com o futuro da sua região

Raoni, tua razão não é pouca
veja com que pode acontecer
-eu sei, a rainha anda louca
e faz totalitarismo no poder

Sheyla Juruna, flor destemida
é melhor você se aquietar
-Nunca! O Xingu é minha vida
não tenho medo de lutar

Valentes menino e menina
porque essas tristezas faciais?
-É que querem fazer uma usina
na casa dos nossos ancestrais

Tataxinã, guerreira decidida
sabes que a rainha endoidou?
-É claro, pois além de genocida
esta louca rainha tucanou

Ribeirinho, eu estou distante
que posso fazer pra te ajudar?
- Denuncie o quanto antes
pois esta obra tem de parar

E se vocês ocuparem Brasília
e se apossassem do Paranoá?
-Jamais! Existem quadrilhas
que oPTaram em nos trair lá

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

                                           Imagem captada na  web.

domingo, 2 de junho de 2013

SONHAR APENAS...




 Saio de casa, passo apressado
 Destino apenas a lado nenhum
 Em direcção ao nada
 Dirijo-me a todo o lado
 Percorro caminhos, estradas…
Trilhos de vida, apenas percursos
 Locais por onde já passei antes, mas hoje…
Descobri que nunca tinha reparado em nada
 Apenas olhava sem ver
 Via sem sentir, apenas… olhava
 Em direcção a um café, qualquer um…
Preciso de acordar, despertar…
Sair do torpor em que me encontro
 Acordar para a vida, parar de sonhar
 Mas parar de sonhar é parar de viver
 Parar de sonhar, é parar de amar….
Percebo apenas que… afinal não quero parar de sonhar
 Apenas tenho de mudar de sonho
 Sonhar com o impossível que me dá forças para lutar
 Sonhar com o fácil, não é sonhar…
Sonhar faz-nos acreditar
 Acreditar que um dia… apenas um dia…
Não sei quando… não sei onde…
Mas quero acreditar que vou amar
 Não quero desacreditar no amor
 Sem amar não sei viver
 Viver sem amor, não é viver, é apenas sobreviver
 Cansei de apenas… sobreviver

 Carlos Fonseca
 In “ Um Sopro de Carinho”


MOMENTO POÉTICO.


Sábado, o último do mês de setembro de 2012, chove lá fora ....

 ..... e a chuva cai de mansinho
no silêncio deste entardecer de sábado
 deixando no ar uma nostalgia,
 pelo som dos pingos batendo no telhado,
 inspirando uma aprendiz a fazer poesia.
 Um misto de sentimentos se confundem
 ternura, lembranças, saudades...
 que fazem parte de meu dia a dia,
 normal na vida de quem viveu 
 intensamente todos os momentos
 de lutas, de sonhos, de solavancos,
 de chegadas e partidas... 
 de encontros e desencontros,
 de encantos e desencantos,
 de carinhos e desafetos,
 de alegrias e tristezas
 esperanças e ilusões
 certezas e incertezas,
 fatos e relatos ..
 de momentos intensos
 na luta pelas certezas...
 de ser bem sucedida,
 como mãe e profissional,
 dos sonhos que sempre busquei
 das metas que estabeleci
 e que consegui realizar,
 mesmo com tropeços.
 Nesse trecho de vida
 que com muito esmero vivi
 e que a chuva de hoje...
 me inspirou a recordar..
 nessa vontade de poetar!
                                 ( dos meus guardados)
 Luiza M Manfredi


Tudo novo!



"Se me perguntarem como estou, eis a resposta:
 Estou indo. Sem muita bagagem.
 Pesos desnecessários causam sempre
 dores desnecessárias.
 Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo…
preenche-la com coisas novas.
 Sensações novas, situações novas, pessoas novas.
 Tudo novo."
(Caio Fernando Abreu)


Falando do Amor...





 Saudade é sentir que existe
 o que não existe mais.
 Mas a mais triste saudade
 Não é a de quem foi embora,
 não é a de quem está longe,
 daquele que não voltará.
 A saudade que maior dor nos traz,
 é aquela que a gente sente
 daquele que outrora foi
 aquele que perto está.

 (Pablo Neruda – Poeta, um dos mais importantes do século XX, e diplomata chileno) 
 (1.904/1.973)                        
                          Antonio F. Oliveira Figueiredo- Poeteiro de Rua.

                                           

Cartinha de amor...



  • Cartinha de amor...

Enquanto não anoitece 
Vou lendo as cartas 
Do nosso noivado
E enternecido sorrio 
Do fervor desse carinho.
Ah... 
Cartinhas que contam 
O nosso grande bem
Que não nos surpreendia 
E dia a dia nos convidava
E muito mais nos encantava.

...Cartas lindas, ora...

Entretanto
Inquieto e maravilhado
Tremo a cada momento
Ofender-te ou desgostar-te
De alguma queixa.

E cá estou 
A escrever-te mais uma, - linda
No subtil afago dos sentidos
E no afecto que tanto nos deu
Sem saber que mais te peça.

Se podes, - escreve-me outra, tá?


 - José -
 Enquanto não anoitece 
 Vou lendo as cartas 
 Do nosso noivado
 E enternecido sorrio 
 Do fervor desse carinho.
 Ah... 
 Cartinhas que contam 
 O nosso grande bem
 Que não nos surpreendia 
 E dia a dia nos convidava
 E muito mais nos encantava.
 ...Cartas lindas, ora...
 Entretanto
 Inquieto e maravilhado
 Tremo a cada momento
 Ofender-te ou desgostar-te
 De alguma queixa.
 E cá estou 
 A escrever-te mais uma, - linda
 No subtil afago dos sentidos
 E no afecto que tanto nos deu
 Sem saber que mais te peça.
 Se podes, - escreve-me outra, tá?
- José -
                                  Zeca Sousa  Sousa,  Poeta, de Moçambique. 

Devaneios de uma manhã de domingo...




Nunca pensei
que as noites
fossem tão longas,
silenciosas e frias;
tão cheias de horas
que não passam
e lembranças
que castigam...

Rui E L Tavares

-02Junho2013-

quinta-feira, 30 de maio de 2013

NEVOEIRO...






 Hoje o Nevoeiro cobre a cidade,
e eu continuo nessa obscuridade,
...
ainda sem entender e por isso mesmo,
essa minha total inconformidade.

Mas agora isso já é parte de mim,
e se pudesse queria ser um Curumim,
pra ficar cuidando de Jasmim,
e cultivar um lindo Jardim.

Nevoeiro que vira e mexe aparece,
pra lembrar o que afinal não se esquece,
e minha alma se esvaece,
e meu coração se amolece,
nessa amargura que só me entristece.

O Tempo passa tão depressa,
e eu sem a minima pressa,
porque a Vida tá revessa,
porque o Nevoeiro do nada confessa,
que o caminho agora é por uma
estreita travessa.

As vezes fica tudo sem sentido,
por tudo aquilo que foi vivido,
e que foi por mim nutrido,
mas que realidade foi perdido,
porque era uma ilusão minha
e eu pensei que tinha acontecido.

È assim o Nevoeiro traiçoeiro,
que faz questão de sempre se apresentar,
pra fazer a tristeza transbordar,
dessas minhas lembranças
que não querem se dissipar.

Marco Aurelio Tisi

( 30/05/2013 )


 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

CHEGOU MEU TREM...



Locomotive a vapore

Amanhã, amanhã, amanhã já foi
Hoje, ontem
Nossa!
Amanhã virou passado!
Como o tempo anda depressa!
E eu?
Eu fiquei aqui parado
sentado no banco da estação,
pensando em me transformar,
pensando em fazer o Bem!
Pensando, gastei meu tempo
Amanhã ficou prá trás, 
não dá mais
Tchau!
Chegou meu trem.

                                AD


QUANDO CHOVE, ESCREVO....




Quando chove
 eu fico assim,
 escrevendo coisas
 que parecem
 não ter sentido,
 pois são coisas
 só para serem ditas
 ao pé do teu ouvido...
 
                  Rui E L Tavares
 
                         -29Maio2013-
 

SILÊNCIO...


 A noite é densa,
cai uma chuva fina.
 Os ruídos cessaram
 e tudo parou.
 Os olhos fecharam-se,
 o pensamento
 ficou vago
 e o sono chegou...
 O sonho veio e nele,
 durmo contigo
 sem ouvir a chuva!
                                  Rui E L Tavares

Reflexão sobre a vida.




A vida é feita de surpresas onde sua missão é viver, alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo, algumas pessoas podem fazer muito pouca parte da sua vida e ser considerada pra sempre. Imagino um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo que seja só por um momento, para ter a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens. as vezes você percebe que as aparências enganam e você pode sofrer muito com isso!  O tempo é uma coisa que não permite voltar para trás, então só se arrependa do que você não fez, aproveite cada segundinho da vida , pra ficar guardado eternamente em sua memória.

                                                                                 DA
                                                                                 Imagem da web


segunda-feira, 27 de maio de 2013

VAZIO DE TUDO.


  1. DEIXAS-ME ...

     Sem saber o que fazer
     O que realmente queres
     O querer o que não queres
     Simplesmente medo
     Do que realmente queres
     Não sei como dizer
     Não sei como te fazer acreditar
     Dizes que não me queres
     Dizes que não me sentes
     E apenas tens medo de sentir
     Medo de amar de novo
     Medo de sofrer de novo
     Medo de cair de novo num poço sem fim
     Fim de felicidade
     Inicio de tormentos
     Negrume de Alma
     De sentidos apurados que entorpecem
     Sentimentos que adormecem
     Medos que renascem
     Pavor de sofrer
     Apenas porque um dia sofres-te
     Um dia caís-te
     Caí, ergui-me, caí de novo, ergui-me de novo
     Tem sido assim o meu tormento
     Quando deveria de ser a minha vida a ser vivida
     É apenas um caminho de mágoa
     De saudade do que nunca tive
     Do desejo do que algum dia irei ter
     Talvez um dia entendas
     Talvez um dia tu me dês valor
     Talvez um dia, seja tarde demais
     Talvez um dia não espere por ti o resto da vida
     Não sei mais como te dizer
     Como ganhar a tua confiança
     Quando tu me abalas os alicerces 
     De tudo o que tenho por garantido
     Dizes apenas, contigo nunca
     Sinto-me vazio com essas palavras
     Perdido no meio de nada
     Apenas vazio de tudo…

    Carlos L Fonseca
     In “Um Sopro de Carinho”

SAUDADE...


                Partilhando esses belos cards, da amiga Dú Karmona.
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      • Foto

ARTE E BELEZA!



       CULTURA E BELEZA!

  • "Na arte só têm importância os que criam almas, e não os que reproduzem costumes."

Eça de Queirós


    "Na arte só têm importância os que criam almas, e não os que reproduzem costumes."

                                   Eça de Queirós

SAMBA ENREDO


Início de semana, terminando o mês de maio, céu nublado, dia cinzento,tendendo ao frio, ótimo  para ficar em casa, tomar um chimarrão, curtir o face, selecionar belos cards como esse, de amigo e  trazer cultura e belas poesias para o meu blog.

  • BOM DIA! - BOM INÍCIO DE SEMANA!

Beijos no coração...




domingo, 26 de maio de 2013

TEMPESTADE



  • TEMPESTADE

" Hoje o Estado de Espirito
  esta como uma Tempestade,
  queria um pouco mais de docilidade,
  mas a mente, as vezes é traiçoeira,
  e traz pensamentos  de temeridade,
  de situações que foram e são inevitáveis,
  e por isso mesmo insuportáveis, 
  porque independem de nossa serenidade,
  quero tanto sair desse mar revolto,
  que vira e mexe assolam minha intimidade,
  tornando meu Estado de Espirito
  em tamanha fragilidade,
  Mas o jeito e me segurar  pra não adernar,
  na Esperança que essa Tempestade
  não se torne cronica,
  e a vida siga com mais de Docilidade. "

@[100000524534453:2048:Marco Aurelio Tisi]

( 26/05/2013 )

 " Hoje o Estado de Espirito
 esta como uma Tempestade,
 queria um pouco mais de docilidade,
 mas a mente, as vezes é traiçoeira,
 e traz pensamentos de temeridade,
 de situações que foram e são inevitáveis,
 e por isso mesmo insuportáveis, 
 porque independem de nossa serenidade,
 quero tanto sair desse mar revolto,
 que vira e mexe assolam minha intimidade,
 tornando meu Estado de Espirito
 em tamanha fragilidade,
 Mas o jeito e me segurar pra não adernar,
 na Esperança que essa Tempestade
 não se torne cronica,
 e a vida siga com mais de Docilidade. "

Marco Aurelio Tisi

 ( 26/05/2013 )


Uma bela reflexão.



  • " Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.

Os meus métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar para encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.

Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.

Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença pra existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para meus calçados.

A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com meus centímetros a mais. Eu me recuso a andar pra trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que assume quando canta, vira canção…"
[O Teatro Mágico]
" Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.
 Os meus métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar para encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.
 Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.
 Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença pra existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para meus calçados.
A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com meus centímetros a mais. Eu me recuso a andar pra trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que assume quando canta, vira canção…"
 [O Teatro Mágico]
                                    ( Partilhei do amigo de Facebook, Leonardo Tadeu Longobardi)