quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um presente educativo ...







Faz tanto tempo, ainda lembro, como se fosse hoje. Tinha treze anos e recebi de meu Pai um presente, que viria a marcar minha vida de estudante: uma máquina de escrever Welington, portatil,que poderia ser levada onde se ia, semelhante aos notebooks de hoje, mas sem a tecnologia atual.
Muito prática, mas precisava saber usar aquelas teclinhas
Matriculei-me num curso de Datilografia, na  Escola  Cristo Rei, de Irmãos Maristas.Por um ano, eu treinava o uso das teclas e números.  Só se concluia, com habilidades de datilografar um determinado texto em tantos minutos, sem erros. O importante era  a aprendizagem com técnica, sem observar as teclas. Hoje, não fazem mais isso. As primeiras lições, foram com as duas mãos sobre o teclado, com os dedos posicionados sobre as teclas e o professor colocando um papelão , que escondia o mesmo. A habilidade motora preponderava.
 Primeiramente, aprendemos o uso das letras com a mão esquerda , na segunda linha do teclado da máquina " a,s,d, f, g e espaço e assim ia sucessivamente até aprender o uso duas mãos e decorando a localização de todas as letras... e não adiantava tentar espiar, porque ao fazer as provas se era reprovado e teria que repetir a etapa.
A aprendizagem era feita por exercício repetitivo, mas o fator tempo era exigido, correto.

Cheguei ao final do curso, cuja prova era datilografar um texto , em tantos minutos. A segunda etapa era elaborar documentos comerciais, ofícios, atas de reuniões e outros.
Ao chegar em casa, treinava o que havia aprendido na aula. Queria demonstrar ao Pai e à mãe, que iria dominar logo, a máquina que havia recebido e ia auxiliar o Pai no escritório da Firma.
Foi um presente muito útil, pois além de realizar a documentação , meu Pai acompanhava e não permitia um erro de datilografia. Naquela época os pais observavam a aprendizagem dos filhos, hoje, poucos fazem isso. Desenvolvi o gosto pela leitura e a escrita o que muito auxiliou na expressão, na ortografia e na elaboração de textos.
Hoje, com a Internet , os alunos pesquisam o tema, copiam , imprimem e apresentam como trabalho, às vezes sem mudar nenhuma palavra. Aí cabe ao professor o árduo trabalho de verificar isso e avaliar.
Os jóvens não conseguem fazer um texto, porque não foram incentivados a isso e porque não conseguem se expressar por falta de leitura.
É a geração que estamos formando, poucas exigências, relapso dos Pais, interpretação errônea da Leis que dá muitos direitos e poucos deveres aos alunos. Restritas são as famílias que acompanham e exigem de seus filhos, o cumprimento do dever e a formação. É o preço que estamos pagando pelo avanço da tecnologia e da manutenção do  nível de vida.
Como é gostoso recordar os tempos de infância e adolescência e fazer um comparativo com a educação e a tecnologia de hoje...

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