
Neste espaço cultural, serão postados: textos, poesias, pensamentos de escritores famosos e Poetas, dados biográficos com citações de historiadores, registros envolvendo ensaios poéticos pessoais, crônicas selecionadas já publicadas, humor e outros. Feito com carinho, para curtir meus momentos livres e aprender um pouco mais dessa maravilhosa tecnologia que é a Internet. Agradeço a visita. Luiza
sábado, 25 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
LUSCO-FUSCO
Tempo fechado, ameaçando chover desde a manhã. Resolvi sair. Dezesseis horas. Estaciono o carro e entro no supermercado. Nem vi o tempo passar, analisando preços do que deveria comprar, da minha listinha. Em tempo de inflação, leva-se um tempão nessa tarefa. Quando saio dele, levo um susto, já escurecendo e a chuva caindo copiosamente e para completar, neblina. Coloco as compras no carro e saio, cuidadosamente. Numa cidade onde pessoas com bicicletas, dominam as ruas estreitas, um, ziguezagueando à minha frente, entrava e saia do centro da rua. Andava devagarinho como a situação exigia. Em pleno horário de pico, toda a cautela é pouca, devido o mau tempo. Aquela bicicleta já estava me levando a procurar um local para estacionar e deixá-lo ir, livrando o trânsito atrás de mim. Não consegui. Outras bicicletas a frente surgiram. Nem a chuva os atrapalhava. Jovens brincando com a vida. Fui seguindo, 40 km/h às vezes 20. De repente, um estrondo no lado direito. Levei um susto. Não conseguia parar porque estacionamento na rua não havia. Quando surgiu um espaço, parei para ver o que houve. O espelho direito do carro ( já havia percebido antes) estava baixado. Olhava, pensando... percebi pedacinhos de vidro. Surge um homem na minha frente, já estava escuro, a chuva continuando.. Apresentou-se como o dono do carro que teve o espelho do seu carro quebrado. Olhei, vi seu carro logo adiante. Conclusão: paguei o espelho que estraguei, o meu só sofreu arranhões na pintura preta. Disse ele: ainda bem,o meu é barato, trinta reais. Se fosse o seu... Refleti com ele, lá na minha cidade, no RS, a rua é dos carros e os transeuntes em suas faixas de pedestres e não das bicicletas, que deveriam estar nas ciclovias. Quem paga o susto que levei? E se aquele Senhor fosse um dos tantos assaltantes que rondam o litoral diuturnamente? Essas pessoas não pensam que poderiam causar graves acidentes! E guardas de trânsito onde estão? Sumiram como tantos outros...Sem comentários. Cheguei em casa, 5 km, retiro as compras, fecho as portas e sento para agradecer a Deus que foi apenas um espelho, com a imprudências dos donos das tantas bicicletas que andavam pelo centro da rua, poderia ter sido algo pior... O susto passou ..é noite ...e a chuva continua!! Aprendi mais uma vez: no lusco-fusco, em dias chuvosos, a casa é o lugar mais seguro. Sair, só em urgências e essas, que Deus me livre!!
£uiza
01/06/2016
Barra Velha, SC.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Situação político-econômica do Brasil.
Estamos em maio, final de mês. A situação politico-econômica do pais, é caótica. O assunto do momento é a posse do vice-presidente no Governo, provisoriamente. Ligamos a TV é corrupção, lava jato, delação premiada. Enquanto isso, milhões de brasileiros desempregados, industrias dispensando mais funcionários, empresas se unindo para não ir à falência, com isso sobrando mais pessoas que ficarão sem seu emprego e o sustento de sua família. Ministros da República que assumiram, muitos estão sendo investigados. Estamos diante de uma situação que não sabemos onde nem como vai terminar. a sofrida população brasileira, principalmente os menos favorecidos, que vivem de seu salário, vão diminuindo as compras de alimentos para a família. É impossível, com o déficit existente, dar a volta na situação sem que recaia no bolso dos brasileiros os recursos para sanar as dívidas. Novamente vai sobrar para nós trabalhadores, aposentados, funcionários públicos, apertar o cinto mais uma vez. Não é revoltante tudo isso?
Muitos com dinheiro no exterior, fruto de falcatruas. Para esses, crises não existe. Não vejo em curto prazo solução. Vejo sim, o risco do Presidente em exercício, também sofrer as consequências do envolvimento e deixar o cargo. Nesse caso, mudar a legislação e eleições já. E tem maioria no Congresso Nacional para isso?
Não vai virar luta de classes correndo riscos a democracia?
Deus salve nosso Brasil!
Luiza
Barra Velha, em 31/05/2016
Muitos com dinheiro no exterior, fruto de falcatruas. Para esses, crises não existe. Não vejo em curto prazo solução. Vejo sim, o risco do Presidente em exercício, também sofrer as consequências do envolvimento e deixar o cargo. Nesse caso, mudar a legislação e eleições já. E tem maioria no Congresso Nacional para isso?
Não vai virar luta de classes correndo riscos a democracia?
Deus salve nosso Brasil!
Luiza
Barra Velha, em 31/05/2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Entre o céu e o mar ....
Nesta quarta-feira, de abril outonal
Bela e dourada surge a lua cheia
Entre o céu e o mar, em visão divinal!
Casais de namorados juntos, enlaçados
admiram essa obra prima da natureza
trocando juras de amor abraçados....
Doce inspiração dos poetas essa noite tão bela
Dos apaixonados, perfeita para sonhos dourados!
Bela e dourada surge a lua cheia
Entre o céu e o mar, em visão divinal!
Casais de namorados juntos, enlaçados
admiram essa obra prima da natureza
trocando juras de amor abraçados....
Doce inspiração dos poetas essa noite tão bela
Dos apaixonados, perfeita para sonhos dourados!
£uiza, 25/04/2016
Publicada no Recanto das Letras
Nome artístico: Lumah
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segunda-feira, 21 de março de 2016
OUTONO
Outono, ah!
Outono.
Prenúncio do
inverno,
Despedida do
verão.
Melancólico
ver
Tantas
folhas caídas
Pelo chão...
Outono,
velho outono.
Secam
flores, ...amores
No jardim e
coração.
Clima
subalterno
Que antecede
o inverno
E substitui
o verão...
Outono,
...melancolia,
Perfume
tristonho
Que induz
solidão.
Mas tão
necessário
Para dar ao
cenário
Mais uma
renovação...
Rui E L
Tavares
20Março
2016-
Imagem captada na web
domingo, 20 de março de 2016
Aeromóvel em Porto Alegre- Crônica -
Publico hoje, a crônica do Escritor e Poeta Paulo Miranda, postada hoje, no Recanto das Letras, complementando publicação minha "Aeromóvel Coester" datada nesse blog, em 24/10/13.
Meus agradecimentos Poeta, mais conhecimento vivenciado para complementar o tema.
**************************************************

O Aeromóvel Coester
Um artigo precioso no blog
Meusregistrosepostagens, de nossa confreira Lumah, postado já há quase três
anos nos descerra uma notícia auspiciosa e que, infelizmente, terá tido muito
pouca repercussão mídia brasileira.
Trata-se do Aeromóvel Coester, meio
de transporte de massa, colocado a funcionar na cidade natal de seu inventor,
Oskar Coester. O trecho é pequeno, mas sinaliza um começo promissor, ainda que
tardiamente: ligando a cidade de Porto Alegre ao seu aeroporto, Salgado Filho.
Tive a oportunidade de acompanhar, e
de perto até, um pouco da saga desse nosso ainda pouco conhecido inventor. Foi em Jacarta, a capital da Indonésia,
literalmente, lá nas nossas antípodas...
Buscando ganhar reconhecimento e
dimensão internacional, Oskar conseguiu a concessão e pertinente financiamento
para instalar seu invento
naquela populosa cidade do
arquipélago indonésio. Uma batalha, vencida graças à tenacidade e poder de
argumentação de nosso ilustre cientista, que numa primeira instância havia
recebido a recusa por seu invento não ter sido ainda provado e por, segundo
avaliadores, não ser, em tese, capaz de absorver um fluxo maciço de usuários,
como é o caso dos serviços de metrô, ou trens.
Mas com o apoio decidido de uma
influente filha do então Presidente Suharto a obra saiu, experimentalmente
construída num parque de diversões, nos arredores de Jacarta, o Taman Mini
Indonesia, num formato circular, com cerca de 4 kms de extensão.
Havia, como ainda há, grande
interesse de mega-empresas estrangeiras, de países desenvolvidos, em disputar
concorrências internacionais para lançarem projetos de transporte coletivo em
Jacarta, que tem uma população superior a dez milhões. Afora as urbanizações
circunvizinhas, fora do território municipal.
O entusiasmo dos proponentes do
projeto Coester em Jacarta fê-los apressar a data de sua inauguração, deixando
para data posterior a instalação dos controles eletrônicos e os imprescindíveis
teste. Acolheram, assim, a idéia de o colocar a serviço, apenas com controles
manuais, com a presença do próprio Presidente Suharto e entourage, numa sessão
inaugural. Exaustivos testes já tinham sido realizados com esse modo de
operação. E, se presumia, não podia haver erro.
E houve. Entre uma estação e outra, com
a volta quase completa, o carro suspenso deu repentina travada. A esposa do
então Vice-Presidente, de joelhos, ao piso foi lançada.
No dia seguinte ao desafortunado
ocorrido, o Estado de São Paulo publicava sarcástico e bombástico despacho da
France-Presse, intitulado "Brasileiro derruba o Governo indonésio".
E ainda hoje estamos nós a endeusar o
champagne e o croissant franceses...Mas o trenzinho, há vinte e cinco anos tá
lá, girando e transportando visitantes do parque.
Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em
20/03/2016
Código do texto: T5579288
Classificação de conteúdo: seguro
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
ROSA DE SEDA
Rosa solitária,
perdida num ramalhete
de flores, sem cheiro,
sem o frescor das pétalas aveludadas
de uma rosa viva.
Olho para ti e penso,
será flor da noite ou flor
do amor,
disfarce coberto de seda
que não é rosa flor.
Rosa muda...não sente
o afeto
nos longos mergulhos,
no doce navegar
pelo remanso dentro
da noite.
As rosas são amorosas, belas,
serenadas, ardentes,
audaciosas,
a sonhar fascinadas à luz
do sol-poente,
faz reponte de melodias
e transluz a ternura
de um beijo.
Paulo Avila
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T5512100
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Becicleta
Becicleta. Foi assim que grafei a
palavra no meu exame de admissão ao
ginásio. Acho que nunca a houvera
escrito antes, embora andasse em
minha boca e na de tantos garotos,
loucos por uma Monark ou uma Calói
Havia também aquelas estrangeiras,
importadas cujas marcas não se
pronunciava e muito menos se
escrevia, mas babar à meninada fazia.
Raleigh, Gulliver, Merckswiss...
Mas a minha becicleta por pouco me
deixa fora da reta, pois a prova de
português, a língua pátria do
primário, era eliminatória e naquele
embate poderia significar o fim da
minha incomeçada história, ou pelo
menos confiná-la a uma segunda
edição, uma terceira, e não sei mais
não.
E o pior é que não foi uma única vez
que incidi no erro: pois a prova,
além de constar de várias perguntas,
tinha também a composição, que
por sua vez consistia na descrição de
uma gravura. E justamente ali,
um menino com sua becicleta, e um
ramalhete de flores.
Sabia como começar, pois algum mestre
ou mestra já teria ensinado,
soprando a dica: descrição começa-se
por dizer, vejo nesta gravura...
e o resto é literatura. Se o
aplicador do exame mais atura.
Chegando em casa, ainda arfante
daquela experiência ciclística no
papel, perguntei ao meu pai pela
grafia em dúvida, buscando
assegurar-me do que podia vir pela
frente. Bê, i, foi dizendo ele...
Pronto, tou perdido, disse comigo
mesmo, engolindo aquele amargo
travo, quatro ou cinco vezes
repetido, no papel.
Mudei de dúvida, para ver se me
aliviava: qual o plural de qualquer?
Quaisquer, ora. Nossinhora, tava eu
mesmo por fora. Havia escrito
qualqueres...E agora?
Quando anunciaram os resultados,
consegui um 5,8. A iminente tragédia
havia virado com média. Que mérdia? E
dali pra frente tudo foi
diferente, e o Roberto, já bem perto,
mas ainda incerto, nem
incomodava a gente.
Paulo Miranda
Crônica publicada no Recanto das Letras
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O tempo ...
Eu não envelheci. O tempo é que
passou por aqui e tá
bem mudado. Quase não o reconheci.
Lembro-me bem,
o tempo era jovem, cheio de planos,
queria me ''fazer''.
Guardava-me para o futuro. Hoje ele
tá velho,
o tempo enrugou! Falei baixinho pra
mim:
''meu deus, o que o tempo fez com o
tempo?!'' Corri
para o espelho e me vi igual e de
esguelha o olhei; ele
para mim, de soslaio. Confesso que
dei uma risadinha. Ficamos frente a frente.
Depois de tanto ''tempo'' era chegada
a hora de conversarmos.
Não sabia por onde começar. Meio sem
jeito perguntei sua data de
nascimento. Sabe o que ele
me respondeu? Que era imemorial.
Pode?! Tentando disfarçar meu constrangimento, tossi. E o tempo continuou a
falar...que era implacável, indomável, insinuante, que pertencia a todos, que
fazia o que quisesse com quem bem entendesse. Tentei colocar a mão na sua boca,
mas o tempo continuou a me falar, que era onipresente, que viu riso, choro,
lágrima, lástima, traição e fidelidade eterna. Fiquei pasmo, lívido! Mas não
podia perder a opotunidade, afinal, era eu conversando com o tempo. Tu já
tiveste essa oportunidade? O achei presunçoso. Enquanto ele falava, minha
cabeça girava tentando uma forma de reverter positivamente para mim, a
conversa. Aí lembrei do passado. Com ar triunfal perguntei o que ele, o Tempo,
o que ele achava do passado. Sua resposta foi o que motivou esse texto. O Tempo
me falou que o seu passado, em algum tempo, sempre foi o seu futuro. Quase
enlouqueci. Eu entro em êxtase com verdades. E o Tempo foi verdadeiro comigo.
(Nilson Octávio)
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
MOMENTO ÚNICO ...
O Sol se põe
Com pompas de rei
Nas últimas horas
Da tarde.
Um manto luminoso
Colore o céu
Desde os confins
Do horizonte, e o
Canto suave,
De um sabiá laranjeira,
Espalha-se no ar...
Momento único,
De luz, de esplendor;
Momento de paz,
Momento de amor!
Rui E L Tavares
-22Janeiro2016-
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Homenagem à Quintana.
Ficaram os Versos
A Mario Quintana
Do alto da bronze
Ficaram os versos do mapa,
Às gurias no passeio,
Rua da Praia
Sem praia, sem rio,
Cheia de quinta’s
Quintana.
O cigarro,
A velha máquina
Em silêncio como a folha,
No recanto
Oh, Majestic
Da velha Porto Alegre
Do novo, dos versos
Velho poeta
Desatando nós e nós...
Auber Fioravante Júnior
15/01/2015
Porto Alegre - RS
A Mario Quintana
Do alto da bronze
Ficaram os versos do mapa,
Às gurias no passeio,
Rua da Praia
Sem praia, sem rio,
Cheia de quinta’s
Quintana.
O cigarro,
A velha máquina
Em silêncio como a folha,
No recanto
Oh, Majestic
Da velha Porto Alegre
Do novo, dos versos
Velho poeta
Desatando nós e nós...
Auber Fioravante Júnior
15/01/2015
Porto Alegre - RS
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
VENTO
Assim me chama o vento
me despenteia os cabelos
nas teias do precipício
a vida começa hoje
começa sempre
desde o nada até a medula
todos os dias
colar os ossos
e ouvir o ruído
subterrâneo de um rio
a vida começa hoje
sempre por um fio
a alma é um pêndulo
leva as horas
de encontro
às pedras.
(Vento- Roseana Murray)
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Amanhecer no mar ...
Levantei
mais cedo,
Vi o sol
nascer
E o mar
quebrar
Na orla da
praia;
Gaivotas
sobrevoando
Um cardume
de
Peixinhos.
Molhei os
pés
E senti as
carícias
Da água
morna
Exalando um
perfume
De
maresia...
Enchi outro
chimarrão
E pensei:
- Como é
lindo tudo isso!
Rui E L
Tavares
-11Janeiro2016
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
FELIZ NATAL
Natal é a eterna e maravilhosa poesia
inspirada no destino do Menino de Nazaré,
escrita pelo amor de Maria
e pela bondade de José.
Natal é nobreza de emoções,
é noite coroada de astros
nos céus e nos corações.
FELIZ NATAl
Autor: Paulo Avila
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domingo, 29 de novembro de 2015
Onde há luz, existe paz!
Onde há luz, existe paz.
Perdoa enquanto podes.
Sacode a poeira e vai,
cada vez sempre mais
em busca do amor.
Seja uma flor
entre os espinhos,
faça do seu caminho
um encontro com Deus.
Diga adeus à tristeza,
a beleza de tudo
está nos sentimentos
lindos que cultivamos.
Seja solidário,
esteja presente
quando precisarem de ti.
Faça a tua parte e
mais um pouco.
O momento mais feliz
de cada um de nós
é quando amamos . . .
Homenino Poeta
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
O tempo cura ....
E eu acredito que sim: o tempo cura.
O tempo organiza, o tempo cicatriza, o tempo faz
passar.
O tempo revela que talvez aquele realmente não era
o melhor caminho, o melhor jeito, o tempo revela um
novo destino.
O tempo seca lágrimas, o tempo faz partir pra outra,
o tempo renova a alma.
O único problema é que talvez o tempo não passe tão
depressa como deveria, quando se é pra esquecer.
Mas talvez se passasse muito rápido, nós
esqueceríamos também rápido e faríamos outra vez.
- Michelle Trevisani
O tempo organiza, o tempo cicatriza, o tempo faz
passar.
O tempo revela que talvez aquele realmente não era
o melhor caminho, o melhor jeito, o tempo revela um
novo destino.
O tempo seca lágrimas, o tempo faz partir pra outra,
o tempo renova a alma.
O único problema é que talvez o tempo não passe tão
depressa como deveria, quando se é pra esquecer.
Mas talvez se passasse muito rápido, nós
esqueceríamos também rápido e faríamos outra vez.
- Michelle Trevisani
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
VALE DO RIO DOCE- Tragédia.
Valeria a pena a Vale?
O Rio já não é Doce.
Águas contaminadas
poluição e degradação
esvaziou de peixes
A Vale, quanto vale?
Vale mais que a vida
do ser humano,
da flora e da fauna?
Minério retirado da terra
é lavado, rejeito estocado.
Material levado pelos trilhos
mágoa, só mágoa no olhar.
A Vale não Vale a Vida!
Quanto vale a Vale?
Quanto vale a vida humana?
Quanto vale a vida animal?
Quanto vale a degradação
das matas e da água?
Marta Peres
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Sozinha em casa..
Acróstico
*
Sem ter muito o que fazer
Olhando da janela a chuva que cai
Zerando os sentimentos de melancolia
Indo ao encontro da felicidade
Nada que me faça mais sofrer
Hoje, na maturidade da vida
Acordei dos sonhos, estou na real!
Enquanto muitos saem à esmo pela estrada
Me encontro em casa, na paz e na poesia
Convicta que o futuro a Deus pertence
Ando com passos firmes e seguros
Sentindo que algo bom me aguarda
Amanhã, vivendo com mais sabedoria ....
sem tristeza, nem letargia ...
£uizamenin
Editado em 01/11/2015
Publicado no Recanto das Letras.
Código do Texto T5435363
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*
Sem ter muito o que fazer
Olhando da janela a chuva que cai
Zerando os sentimentos de melancolia
Indo ao encontro da felicidade
Nada que me faça mais sofrer
Hoje, na maturidade da vida
Acordei dos sonhos, estou na real!
Enquanto muitos saem à esmo pela estrada
Me encontro em casa, na paz e na poesia
Convicta que o futuro a Deus pertence
Ando com passos firmes e seguros
Sentindo que algo bom me aguarda
Amanhã, vivendo com mais sabedoria ....
sem tristeza, nem letargia ...
£uizamenin
Editado em 01/11/2015
Publicado no Recanto das Letras.
Código do Texto T5435363
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
CHIMARRÃO
Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.
Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua,
E o perfil da lança nua,
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha,
Por onde rolou a história,
Empoeirada de glórias,
De tradição farroupilha.
Em teus últimos arrancos,
Ao ronco do teu findar,
Ouço um potro a corcovear,
Na imensidão deste pampa,
E em minha mente se estampa,
Reboando nos confins ,
A voz febril dos clarins,
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar,
Apertando o lábio, assim,
Que o amargo está no fim,
E a seiva forte que eu sinto,
É o sangue de trinta e cinco,
Que volta verde pra mim.
Autoria: Glaucus Saraiva

sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Calamidades no sul do Brasil.
O sul do Brasil sofre nesse início de outubro, com intempéries. Temporais com chuva forte, granizo, vendavais, alagamentos, calamidade. A cada frente fria que chega, a população fica atenta e preocupada sem nada poder fazer. O que está causando isso, fenômenos da natureza, aquecimento global, desmatamentos, não se sabe. Quantas pessoas sofrendo, perdendo tudo, vendo seus pertences conseguidos com sacrifício, levados pelas enxurradas. Previsões para esse mês, nada animadoras. O recurso é fé, rezar para que Deus não permita que isso continue a ocorrer e aguardar que a Primavera mostre sua cara, suas flores, seu clima agradável. Enquanto isso, passar o feriadão dentro de casa, porque as rodovias estão congestionadas de carros, parece que o povo não se dá conta, que saindo de casa nessas condições é pedir para se estressar mais do que permanecer no seu cantinho com a família, em paz e tranquilidade.

£uiza
São Paulo, 09/10/2015
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domingo, 27 de setembro de 2015
Milagre da vida...
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto CurySer feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Setembro chegou...
Setembro chegou, indícios da mais esperada estação do ano. Flores, com seus perfumes. Ipês floridos. O verde se destacando, clima agradável. Mas, as estações do ano mudaram: setembro iniciou com muita chuva aqui em São Paulo, pelas previsões vai ser geral no sul e sudeste do Brasil.
Faz parte, muda-se o roteiro e aproveita-se o tempo para curtir a casa, ouvir o som da chuva, relaxar, ler, escrever, assistir TV, curtir o blog, dormir.
£uiza
08/09/2015
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domingo, 30 de agosto de 2015
LEMBRANÇAS ...
Lembranças são marcas
que o tempo deixou
nalguma época
da sua passagem.
São apenas passados
que retornam ao presente,
influenciando
na lida do dia-a-dia...
Lembranças, muitas vezes,
são estímulos
para escrever
que o tempo deixou
nalguma época
da sua passagem.
São apenas passados
que retornam ao presente,
influenciando
na lida do dia-a-dia...
Lembranças, muitas vezes,
são estímulos
para escrever
novos capítulos
da história de uma vida!
Rui E.L.Tavares.
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domingo, 9 de agosto de 2015
Anoiteceu
A
N
O
I
Tudo é silêncio// recolhimento//nossa casa// aconchego...
E
C
E
U
£uiza menin
0908/2015
Poetrix/ letrix (técnica literária)
Publicado no Recanto das Letras.
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N
O
I
Tudo é silêncio// recolhimento//nossa casa// aconchego...
E
C
E
U
£uiza menin
0908/2015
Poetrix/ letrix (técnica literária)
Publicado no Recanto das Letras.
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quinta-feira, 9 de abril de 2015
O OUTONO CHEGOU... e eu na praia ainda!
O OUTONO CHEGOU...
O Outono chegou,
veio descolorindo o verde,
amarelando folhas,
calando vozes de passarinhos.
O outono chegou,
encurtando os dias,
alongando as noites,
trazendo aconchego aos ninhos.
O outono chegou,
com ares de inverno,
trouxe ventos mais frios,
anúncios de nova era.
O Outono chegou,
colhendo sementes
que serão semeadas
na nova Primavera...
veio descolorindo o verde,
amarelando folhas,
calando vozes de passarinhos.
O outono chegou,
encurtando os dias,
alongando as noites,
trazendo aconchego aos ninhos.
O outono chegou,
com ares de inverno,
trouxe ventos mais frios,
anúncios de nova era.
O Outono chegou,
colhendo sementes
que serão semeadas
na nova Primavera...
Rui E L Tavares
-08Abril2015-
Lindo poema do meu amigo Poeta!
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
Sabedoria.
Deve existir algo extranhamente sagrado no sal:
está em nossas lágrimas e no mar...
está em nossas lágrimas e no mar...
Khalil Gibran
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Deslumbramento
Passeia à beira-mar e tem a graça
da clara luz do dia que amanhece
e à sua volta o ar até parece
ganhar outra leveza quando passa.
da clara luz do dia que amanhece
e à sua volta o ar até parece
ganhar outra leveza quando passa.
Um bando de gaivotas esvoaça
em seu redor e como numa prece
eis que a seus pés a espuma se enternece
com o desenho que na areia traça.
em seu redor e como numa prece
eis que a seus pés a espuma se enternece
com o desenho que na areia traça.
Aproxima-se a gente e, ao tentar
perceber o mistério da visão,
logo vê que o segredo a desvendar
perceber o mistério da visão,
logo vê que o segredo a desvendar
é apenas mais um desses que o mar
esconde ou revela na ocasião,
conforme quem lhe interessa deslumbrar.
esconde ou revela na ocasião,
conforme quem lhe interessa deslumbrar.
Torquato da Luz

sábado, 28 de fevereiro de 2015
Poesia sem rimas
Belo poema de meu amigo de Face,
O menino Poeta.
Fiz uma poesia sem rimas
apenas dei vida
às palavras escritas,
deixando bonitas as cores
dos sentimentos que sinto.
E foi muito bom
buscar no fundo do coração
as coisas
que são importantes
pra mim.
Porque assim,
só assim, eu aprendi
a me conhecer melhor . . .
Homenino poeta
domingo, 22 de fevereiro de 2015
A PROFESSORA
A Professora
Só porque sou bonitinha
por frívola não me tome:
sou uma professorinha
que zela pelo seu nome.
Minhas crianças eu amo
e sou feliz desse jeito:
atuando nesse ramo,
ensinando o que é direito.
A criança é folha em branco
onde escrevemos o bem;
educadora eu me banco,
e sou mãe delas também.
A Pátria que nos dê força
pois somos da Natureza:
sou avezinha, sou corça,
quero passar a beleza.
Só pedimos o respeito
e que nos dêem valor;
fazendo tudo bem feito
motivadas pelo amor.
Sem nós a humanidade
seria um caos deprimente:
formamos em tenra idade
o coração e a mente.
O nosso empenho maior
é cultivar a criança
pra ter um mundo melhor:
nós somos a esperança.
imagem clickgratis
Miguel Carqueija
Enviado por Miguel Carqueija em 21/02/2015
Código do texto: T5144801
Classificação de conteúdo: seguro
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Carnaval, festa, fuga dos problemas...
Tempo nublado e tendendo a frio nesta terça-feira de Carnaval, aqui no sul do País. O feriadão foi chuvoso, mas ótimo para quem como eu, gosta de curtir a casa em dias assim, ler, escrever, fazer uma comida melhor, namorar e dormir.
Assisto pela TV, nesse horário da manhã, tópicos do desfile das Escolas de samba do Rio, na noite de segunda-feira. A Sapucaí, mostrando a energia dos sambistas e população nos camarotes e gerais. As Escolas com muita criatividade e beleza, cada uma mostrando o melhor de si e o empenho de seus organizadores e grupos.
Festa brasileira para ninguém botar defeito. Alegria e muita magia, uma parada nas questões nacionais, políticas, econômicas e sociais. Até a alta da gasolina não atingiu ninguém nesses dias. A BR 101, próxima a meu recanto na Praia, esteve em movimento contínuo nesses dias, sem parar. Praias lotadas, nem parece que o brasileiro está passando por uma fase de recessão e mudanças, resultado de tanta corrupção e desmandos, para não dizer desgovernos, ocorridos. Estamos a pagar a conta. Crise pela frente. Apertem os cintos novamente...
Passando o carnaval, vamos ver o grito do Povo, as críticas, os apelos pelas redes sociais.
Mas, a festa máxima do brasileiro, dá uma trégua a tudo e extrapola toda a alegria contida e toda a angústia e preocupações com os decretos da Presidência, atingindo o bolso do brasileiro.
E viva o Carnaval...Nessa quarta-feira tudo acaba e a vida volta ao normal. E o Brasil recomeça o ano ....
£uiza
Assisto pela TV, nesse horário da manhã, tópicos do desfile das Escolas de samba do Rio, na noite de segunda-feira. A Sapucaí, mostrando a energia dos sambistas e população nos camarotes e gerais. As Escolas com muita criatividade e beleza, cada uma mostrando o melhor de si e o empenho de seus organizadores e grupos.
Festa brasileira para ninguém botar defeito. Alegria e muita magia, uma parada nas questões nacionais, políticas, econômicas e sociais. Até a alta da gasolina não atingiu ninguém nesses dias. A BR 101, próxima a meu recanto na Praia, esteve em movimento contínuo nesses dias, sem parar. Praias lotadas, nem parece que o brasileiro está passando por uma fase de recessão e mudanças, resultado de tanta corrupção e desmandos, para não dizer desgovernos, ocorridos. Estamos a pagar a conta. Crise pela frente. Apertem os cintos novamente...
Passando o carnaval, vamos ver o grito do Povo, as críticas, os apelos pelas redes sociais.
Mas, a festa máxima do brasileiro, dá uma trégua a tudo e extrapola toda a alegria contida e toda a angústia e preocupações com os decretos da Presidência, atingindo o bolso do brasileiro.
E viva o Carnaval...Nessa quarta-feira tudo acaba e a vida volta ao normal. E o Brasil recomeça o ano ....
£uiza
sábado, 10 de janeiro de 2015
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drumond de Andrade
sábado, 6 de dezembro de 2014
Hino ao amor...
que jamais ficarão no esquecimento
em que minha alma em sintonia
encontra outra à busca de alento...
Instantes plenos de descoberta
da busca da paz tão almejada
um olhar encontra outro em alerta
e juntos decidem iniciar nova jornada.
Quando menos se espera ocorre o encontro
tudo em nossa vida se transforma
e se inicia uma nova caminhada
que essa nova etapa seja o sonhado ombro
há muito desejado por nossas almas
para juntos seguirmos a jornada iniciada!
£uiza - 06/12/2014
Porto Alegre, RS.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
DEPOIS DA CHUVA .....
Quando as nuvens passarem,
levadas pelo vento,
o céu voltará a ser azul,...
a chuva que cai insistente,
deixará de encharcar o chão.
As estrelas voltarão à noite
e no jardim, ora sem encanto,
novas rosas desabrocharão...
A natureza, então,
vestirá roupagem de festa
para o grande baile da vida!
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Reeditando...
os meses voam
o ano vai chegando ao final.
O que não passa
é a vontade de viver
é o desejo de de que o tempo
não atinja nossa alma
mesmo que branqueie nossos cabelos.
O que importa e seguir adiante
vivendo da melhor maneira
recordando nossas vivências
tirando das experiências
o melhor de si,
deixando para trás,
o que de traumatizante nos atingiu,
procurando elevar nosso pensamento
curtindo o que de bom semeamos
que são nossa família, nossos amigos,
nossa caminhada na vida,
tudo o que nela construímos.
tudo o que dela usufruímos
tudo o que de bom realizamos
Meus registros - 2012- final de ano
Hoje eu quero ser feliz...
virar criança...
quero ver realizada
essa esperança!
Quero acordar brincando de roda
sorrindo e cantando...
com nenhuma criança
sem brinquedo, chorando!
Hoje eu quero ser feliz
não quero ver criança sem nome,
nem na rua,
nem com fome!
Quero ver todas num lar
onde encontrem calor...
carinho de uma família
e, sobretudo, o amor!
Ah! se for assim, hoje eu sou feliz
estarei brincando
mas se não for...
não me acordem, quero continuar criança
mesmo sonhando!
Rui E L Tavares Imagem captada na web.
Pedras no caminho
Lá se vai mais um dia em que parecia não chegar ao final
Há momentos em que precisamos parar e repensar nossa vida,
se estamos no rumo certo ou se estamos andando sem direção.
Hoje, por uns dias, faço uma análise da caminhada percorrida
Se tudo o que fiz, teve um sentido, se valeu a pena
A formação de uma família, a profissão escolhida,
Hoje estou só, o destino levou minha outra parte
Estou levando adiante essa jornada
Mas constatando que nem tudo o que planejei
que construí deu o resultado desejado.
Surgem pedras no caminho que precisam ser removidas
Com cuidado, carinho e atenção desdobradas
Para que não hajam tropeços, quedas ou ferimentos
na busca de uma solução pacífica e acertada.
E sair bem, sem confrontos, dessa encruzilhada.
Palavras feriram minha já sofrida alma
Que devagarinho já estava quase curada
dos entraves e percalços antes percorridos
Preciso dessa parada para resolver com sabedoria
E retornar a tranquilidade e a paz tão almejada.
_Luiza _
Registro feito em 2013
Recomeçar é preciso...
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante frequência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.
Letícia Thompson
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Reflexão.
Amanhã futuro.
Hoje agora.
Ontem foi.
Amanhã será.
Hoje é.
Ontem experiência adquirida.
Amanhã lutas novas.
Hoje, porém, é a nossa hora de fazer e de construir
Chico Xavier
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