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sábado, 9 de julho de 2016

LEVEZA


Antes que venham ventos e te levem
do peito o amor — este tão belo amor,
que deu grandeza e graça à tua vida —,
faze dele, agora, enquanto é tempo,
uma cidade eterna — e nela habita.
Sugestão- Thiago de Mello
Deixe que o dia seja dia
a noite, seja noite.
Olhe
toque
sinta o gosto
o cheiro
ouça os sons,
as canções do vento
e a vida que se faz poesia
aos olhos de quem ainda
se atreve a sonhar.

Se te foge a palavra,
a rima rica ou o
poema exato
deixe que a alma
reencontre a leveza
nas coisas mais simples.
Respire a poesia
da vibração do dia,
do encanto da noite
deixe que o coração
sossegue e
reencontre-se.

Seja leve, feito
nuvem ao sol.
Voe, permita-se ser
outros!
Voe, para que
as asas do
teu sonho
te façam voltar
e a poesia seja
outra vez
tua casa, tua asa
teu verdadeiro
e único lar.

Edna Lopes



              

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Caminhos da vida - Soneto



Nesta contínua caminhada da vida
Nossas escolhas são de livre arbítrio
Inúmeras laterais tem a Avenida
Se errarmos, o caminho é ilusório...

No trabalho e num relacionamento
Decidirão os rumos da jornada
Usando sabedoria e discernimento
Evita de entrarmos numa errada.

Nessa direção marcamos nosso destino
E nossos caminhos estarão definidos
Na primazia de um  futuro de felicidade

Aprendemos com o tempo esse ensino
Com nossos tempos idos e vividos
A lição de vida aprendida com a idade!!

                        (£umah) - Luiza M. Manfredi

Publicado no Recanto das Letras, nesta data.
Participação no II Sarau Poético a convite do Poeta Olavo Nascimento.





domingo, 3 de julho de 2016

Já sinto saudades ....

       

        Já sinto saudades da praia, da imensidão do mar, da visão da ondas que vão e vem, das caminhadas na orla, do período que aqui fiquei,  dos momentos que amanhã serão passado.
       Já sinto saudades desse período no litoral, que prolonguei por todo o semestre, da paz e da tranquilidade que aqui encontrei.
       É hora de retornar para casa,  para  meu torrão gaúcho, conviver com filhos e netos, reiniciar a vida normal, deixar o litoral norte de Santa Catarina, até o início da nova temporada.
       Já sinto saudades de tudo, até dos cãezinhos de rua que adotei, que cuidam da casa à noite e dormem no cantinho que para eles preparei...
       já sinto saudades da minha rua e das plantinhas que cultivei e das amizades que aqui cultuei.
       Já sinto saudades também de casa e dos familiares que lá deixei, embora vieram visitar-me várias vezes.
       O tempo passa depressa, essa estação fria e úmida logo passará e dará lugar a uma linda Primavera, renovando a natureza e a vontade de se exercitar e dourar o corpo no sol. 

                        (£um@h)                
                    ( luizammanfredi)


                        Publicada no Recanto das Letras
                        em 03/07/2016

                          imagem captada na web



sábado, 25 de junho de 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

LUSCO-FUSCO

            Tempo fechado, ameaçando chover desde a manhã. Resolvi sair.  Dezesseis horas. Estaciono o carro e entro no supermercado. Nem vi o tempo passar, analisando preços do que deveria comprar, da minha listinha.  Em tempo de inflação, leva-se um tempão nessa tarefa. Quando saio dele, levo um susto, já escurecendo e a chuva caindo copiosamente e para completar, neblina.  Coloco as compras no carro e saio, cuidadosamente.  Numa cidade onde pessoas com bicicletas, dominam as ruas estreitas, um, ziguezagueando à minha frente, entrava e saia do centro da rua.  Andava devagarinho como a situação exigia. Em pleno horário de pico, toda a cautela é pouca, devido o mau tempo. Aquela bicicleta já estava me levando a procurar um local para estacionar e deixá-lo ir, livrando o trânsito atrás de mim. Não consegui. Outras bicicletas a frente surgiram. Nem a chuva os atrapalhava.  Jovens brincando com a vida. Fui seguindo, 40 km/h  às vezes 20.  De repente, um estrondo no lado direito. Levei um susto. Não conseguia parar porque estacionamento na rua não havia.  Quando surgiu um espaço, parei para ver o que houve. O espelho direito do carro ( já havia percebido antes) estava baixado.  Olhava, pensando... percebi pedacinhos de vidro.  Surge um homem na minha frente, já estava escuro, a chuva continuando.. Apresentou-se  como o dono do carro que teve o espelho do seu carro quebrado. Olhei, vi seu carro logo adiante.  Conclusão: paguei o espelho que estraguei, o meu só sofreu arranhões na pintura preta. Disse ele: ainda bem,o meu é barato, trinta reais. Se fosse o seu...  Refleti com ele, lá na minha cidade, no RS, a rua é dos carros e os transeuntes em suas faixas de pedestres e não das bicicletas, que deveriam estar nas ciclovias.  Quem paga o susto que levei?  E se aquele Senhor fosse um dos tantos assaltantes que rondam o litoral diuturnamente?  Essas pessoas não pensam que poderiam causar graves acidentes! E guardas de trânsito onde estão?  Sumiram como tantos outros...Sem comentários.  Cheguei em casa, 5 km, retiro as compras, fecho as portas e sento para agradecer a Deus que foi apenas um espelho, com a imprudências dos donos das tantas bicicletas que andavam pelo centro da rua, poderia ter sido algo pior... O susto passou  ..é noite ...e a chuva continua!!  Aprendi mais uma vez:  no lusco-fusco, em dias chuvosos, a casa é o lugar mais seguro. Sair, só em urgências e essas, que Deus me livre!!

                                      £uiza
                                      01/06/2016
                                      Barra Velha, SC.




terça-feira, 31 de maio de 2016

Situação político-econômica do Brasil.

 Estamos em maio, final de mês. A situação politico-econômica do pais, é caótica.  O assunto do momento é a posse do vice-presidente no Governo, provisoriamente. Ligamos a TV é corrupção, lava jato, delação premiada. Enquanto isso, milhões de brasileiros desempregados, industrias dispensando mais funcionários, empresas se unindo para não ir à falência, com isso sobrando mais pessoas que ficarão sem seu emprego e o sustento de sua família.  Ministros da República que assumiram, muitos estão sendo investigados. Estamos diante de uma situação que não sabemos onde nem como vai terminar.  a  sofrida população brasileira, principalmente os menos favorecidos, que vivem de seu salário, vão diminuindo as compras de alimentos para a família.  É impossível, com o déficit existente, dar a volta na situação sem que recaia no bolso dos brasileiros os recursos para sanar as dívidas. Novamente vai sobrar para nós trabalhadores, aposentados, funcionários públicos, apertar o cinto mais uma vez. Não é revoltante tudo isso? 
 Muitos com dinheiro no exterior, fruto de falcatruas. Para esses, crises não existe. Não vejo em curto prazo solução. Vejo sim, o risco do Presidente em exercício, também sofrer as consequências do envolvimento e deixar o cargo. Nesse caso, mudar a legislação e eleições já. E tem maioria no Congresso Nacional para isso?  
Não vai virar luta de classes correndo riscos a democracia?   
Deus salve nosso Brasil!

                                         Luiza
                                         Barra Velha, em 31/05/2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Entre o céu e o mar ....

Nesta quarta-feira, de abril outonal
Bela e dourada surge a lua cheia
Entre o céu e o mar, em visão divinal!

Casais de namorados juntos,  enlaçados
admiram essa obra prima da natureza
trocando juras de amor abraçados....

Doce inspiração dos poetas essa noite tão bela

Dos apaixonados, perfeita para sonhos dourados!

           £uiza, 25/04/2016
           Publicada no Recanto das Letras
           Nome artístico: Lumah

          imagem captada na web


segunda-feira, 21 de março de 2016

OUTONO


Outono, ah! Outono.
Prenúncio do inverno,
Despedida do verão.
Melancólico ver
Tantas folhas caídas
Pelo chão...
Outono, velho outono.
Secam flores, ...amores
No jardim e coração.
Clima subalterno
Que antecede o inverno
E substitui o verão...
Outono, ...melancolia,
Perfume tristonho
Que induz solidão.
Mas tão necessário
Para dar ao cenário
Mais uma renovação...
Rui E L Tavares
20Março 2016-

        Imagem captada na web


domingo, 20 de março de 2016

Aeromóvel em Porto Alegre- Crônica -

Publico hoje, a crônica do Escritor e Poeta Paulo Miranda, postada hoje, no Recanto das Letras, complementando publicação minha "Aeromóvel Coester" datada nesse blog, em 24/10/13.
Meus agradecimentos Poeta, mais conhecimento vivenciado para complementar o tema.

                    **************************************************


O Aeromóvel Coester

Um artigo precioso no blog Meusregistrosepostagens, de nossa confreira Lumah, postado já há quase três anos nos descerra uma notícia auspiciosa e que, infelizmente, terá tido muito pouca repercussão mídia brasileira.

Trata-se do Aeromóvel Coester, meio de transporte de massa, colocado a funcionar na cidade natal de seu inventor, Oskar Coester. O trecho é pequeno, mas sinaliza um começo promissor, ainda que tardiamente: ligando a cidade de Porto Alegre ao seu aeroporto, Salgado Filho.

Tive a oportunidade de acompanhar, e de perto até, um pouco da saga desse nosso ainda pouco conhecido inventor.  Foi em Jacarta, a capital da Indonésia, literalmente, lá nas nossas antípodas...

Buscando ganhar reconhecimento e dimensão internacional, Oskar conseguiu a concessão e pertinente financiamento para instalar seu invento
naquela populosa cidade do arquipélago indonésio. Uma batalha, vencida graças à tenacidade e poder de argumentação de nosso ilustre cientista, que numa primeira instância havia recebido a recusa por seu invento não ter sido ainda provado e por, segundo avaliadores, não ser, em tese, capaz de absorver um fluxo maciço de usuários, como é o caso dos serviços de metrô, ou trens.

Mas com o apoio decidido de uma influente filha do então Presidente Suharto a obra saiu, experimentalmente construída num parque de diversões, nos arredores de Jacarta, o Taman Mini Indonesia, num formato circular, com cerca de 4 kms de extensão.

Havia, como ainda há, grande interesse de mega-empresas estrangeiras, de países desenvolvidos, em disputar concorrências internacionais para lançarem projetos de transporte coletivo em Jacarta, que tem uma população superior a dez milhões. Afora as urbanizações circunvizinhas, fora do território municipal.

O entusiasmo dos proponentes do projeto Coester em Jacarta fê-los apressar a data de sua inauguração, deixando para data posterior a instalação dos controles eletrônicos e os imprescindíveis teste. Acolheram, assim, a idéia de o colocar a serviço, apenas com controles manuais, com a presença do próprio Presidente Suharto e entourage, numa sessão inaugural. Exaustivos testes já tinham sido realizados com esse modo de operação. E, se presumia, não podia haver erro.

E houve. Entre uma estação e outra, com a volta quase completa, o carro suspenso deu repentina travada. A esposa do então Vice-Presidente, de joelhos, ao piso foi lançada.

No dia seguinte ao desafortunado ocorrido, o Estado de São Paulo publicava sarcástico e bombástico despacho da France-Presse, intitulado "Brasileiro derruba o Governo indonésio".

E ainda hoje estamos nós a endeusar o champagne e o croissant franceses...Mas o trenzinho, há vinte e cinco anos tá lá, girando e transportando visitantes do parque.

Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em 20/03/2016
Código do texto: T5579288
Classificação de conteúdo: seguro

           imagem captada na web





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ROSA DE SEDA


Rosa solitária,
perdida num ramalhete
de flores, sem cheiro,
sem o frescor das pétalas aveludadas
de uma rosa viva.
Olho para ti e penso,
será flor da noite ou flor
do amor,
disfarce coberto de seda
que não é rosa flor.
Rosa muda...não sente
o afeto
nos longos mergulhos,
no doce navegar
pelo remanso dentro
da noite.
As rosas são amorosas, belas,
serenadas, ardentes,
audaciosas,
a sonhar fascinadas à luz
do sol-poente,
faz reponte de melodias
e transluz a ternura
de um beijo.

Paulo Avila
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T5512100
imagem captada na web  



Becicleta


Becicleta. Foi assim que grafei a palavra no meu exame de admissão ao
ginásio. Acho que nunca a houvera escrito antes, embora andasse em
minha boca e na de tantos garotos, loucos por uma Monark ou uma Calói
Havia também aquelas estrangeiras, importadas cujas marcas não se
pronunciava e muito menos se escrevia, mas babar à meninada fazia.
Raleigh, Gulliver, Merckswiss...
Mas a minha becicleta por pouco me deixa fora da reta, pois a prova de
português, a língua pátria do primário, era eliminatória e naquele
embate poderia significar o fim da minha incomeçada história, ou pelo
menos confiná-la a uma segunda edição, uma terceira, e não sei mais
não.
E o pior é que não foi uma única vez que incidi no erro: pois a prova,
além de constar de várias perguntas, tinha também a composição, que
por sua vez consistia na descrição de uma gravura. E justamente ali,
um menino com sua becicleta, e um ramalhete de flores.
Sabia como começar, pois algum mestre ou mestra já teria ensinado,
soprando a dica: descrição começa-se por dizer, vejo nesta gravura...
e o resto é literatura. Se o aplicador do exame mais atura.
Chegando em casa, ainda arfante daquela experiência ciclística no
papel, perguntei ao meu pai pela grafia em dúvida, buscando
assegurar-me do que podia vir pela frente. Bê, i, foi dizendo ele...
Pronto, tou perdido, disse comigo mesmo, engolindo aquele amargo
travo, quatro ou cinco vezes repetido, no papel.
Mudei de dúvida, para ver se me aliviava: qual o plural de qualquer?
Quaisquer, ora. Nossinhora, tava eu mesmo por fora. Havia escrito
qualqueres...E agora?
Quando anunciaram os resultados, consegui um 5,8. A iminente tragédia
havia virado com média. Que mérdia? E dali pra frente tudo foi
diferente, e o Roberto, já bem perto, mas ainda incerto, nem
incomodava a gente.

Paulo Miranda
Crônica publicada no Recanto das Letras
imagem captada na web

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O tempo ...



Eu não envelheci. O tempo é que passou por aqui e tá
bem mudado. Quase não o reconheci. Lembro-me bem,
o tempo era jovem, cheio de planos, queria me ''fazer''.
Guardava-me para o futuro. Hoje ele tá velho,
o tempo enrugou! Falei baixinho pra mim:
''meu deus, o que o tempo fez com o tempo?!'' Corri
para o espelho e me vi igual e de esguelha o olhei; ele
para mim, de soslaio. Confesso que dei uma risadinha. Ficamos frente a frente.
Depois de tanto ''tempo'' era chegada a hora de conversarmos.
Não sabia por onde começar. Meio sem
jeito perguntei sua data de nascimento. Sabe o que ele
me respondeu? Que era imemorial. Pode?! Tentando disfarçar meu constrangimento, tossi. E o tempo continuou a falar...que era implacável, indomável, insinuante, que pertencia a todos, que fazia o que quisesse com quem bem entendesse. Tentei colocar a mão na sua boca, mas o tempo continuou a me falar, que era onipresente, que viu riso, choro, lágrima, lástima, traição e fidelidade eterna. Fiquei pasmo, lívido! Mas não podia perder a opotunidade, afinal, era eu conversando com o tempo. Tu já tiveste essa oportunidade? O achei presunçoso. Enquanto ele falava, minha cabeça girava tentando uma forma de reverter positivamente para mim, a conversa. Aí lembrei do passado. Com ar triunfal perguntei o que ele, o Tempo, o que ele achava do passado. Sua resposta foi o que motivou esse texto. O Tempo me falou que o seu passado, em algum tempo, sempre foi o seu futuro. Quase enlouqueci. Eu entro em êxtase com verdades. E o Tempo foi verdadeiro comigo.
(Nilson Octávio)

             imagem captada na web

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MOMENTO ÚNICO ...


O Sol se põe
Com pompas de rei
Nas últimas horas
Da tarde.
Um manto luminoso
Colore o céu
Desde os confins
Do horizonte, e o
Canto suave,
De um sabiá laranjeira,
Espalha-se no ar...
Momento único,
De luz, de esplendor;
Momento de paz,
Momento de amor!
Rui E L Tavares
-22Janeiro2016-
            
           imagem captada na web

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Homenagem à Quintana.

Ficaram os Versos
A Mario Quintana
Do alto da bronze 
Ficaram os versos do mapa, 
Às gurias no passeio, 
Rua da Praia
Sem praia, sem rio,
Cheia de quinta’s
Quintana.
O cigarro,
A velha máquina
Em silêncio como a folha,
No recanto
Oh, Majestic
Da velha Porto Alegre
Do novo, dos versos
Velho poeta
Desatando nós e nós...
Auber Fioravante Júnior
15/01/2015
Porto Alegre - RS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VENTO

Assim me chama o vento
me despenteia os cabelos
nas teias do precipício
a vida começa hoje
começa sempre
desde o nada até a medula
todos os dias
colar os ossos
e ouvir o ruído
subterrâneo de um rio
a vida começa hoje
sempre por um fio
a alma é um pêndulo
leva as horas
de encontro
às pedras.
(Vento- Roseana Murray)
   imagem captada na web

Amanhecer no mar ...

Levantei mais cedo,
Vi o sol nascer
E o mar quebrar
Na orla da praia;
Gaivotas sobrevoando
Um cardume de
Peixinhos.
Molhei os pés
E senti as carícias
Da água morna
Exalando um perfume
De maresia...
Enchi outro chimarrão
E pensei:
- Como é lindo tudo isso!
Rui E L Tavares
-11Janeiro2016

Queira-me




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL


Natal é a eterna e maravilhosa poesia
inspirada no destino do Menino de Nazaré,
escrita pelo amor de Maria
e pela bondade de José.
Natal é nobreza de emoções,
é noite coroada de astros
nos céus e nos corações.
FELIZ NATAl

Autor: Paulo Avila

 imagem captada na web .




domingo, 29 de novembro de 2015

Onde há luz, existe paz!

Onde há luz,  existe paz.
Perdoa enquanto podes.
Sacode a poeira e vai,
cada vez sempre mais
em busca do amor.
Seja uma flor
entre os espinhos,
faça do seu caminho
um encontro com Deus.
Diga adeus à tristeza,
a beleza de tudo
está nos sentimentos
lindos que cultivamos.
Seja solidário,
esteja presente
quando precisarem de ti.
Faça a tua parte e
mais um pouco.
O momento mais feliz
de cada um de nós
é quando amamos . . .
Homenino Poeta

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O tempo cura ....

E eu acredito que sim: o tempo cura. 
O tempo organiza, o tempo cicatriza, o tempo faz 
passar.
O tempo revela que talvez aquele realmente não era 
o melhor caminho, o melhor jeito, o tempo revela um 
novo destino.
O tempo seca lágrimas, o tempo faz partir pra outra,
o tempo renova a alma.
O único problema é que talvez o tempo não passe tão
depressa como deveria, quando se é pra esquecer.
Mas talvez se passasse muito rápido, nós
esqueceríamos também rápido e faríamos outra vez.
- Michelle Trevisani 


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terça-feira, 17 de novembro de 2015

VALE DO RIO DOCE- Tragédia.



Valeria a pena a Vale?
O Rio já não é Doce.
Águas contaminadas
poluição e degradação
esvaziou de peixes
A Vale, quanto vale?
Vale mais que a vida
do ser humano,
da flora e da fauna?
Minério retirado da terra
é lavado, rejeito estocado.
Material levado pelos trilhos
mágoa, só mágoa no olhar.
A Vale não Vale a Vida!
Quanto vale a Vale?
Quanto vale a vida humana?
Quanto vale a vida animal?
Quanto vale a degradação
das matas e da água?
Marta Peres

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Sozinha em casa..

Acróstico
          *
Sem ter muito o que fazer
Olhando da janela a chuva que cai
Zerando os sentimentos de melancolia
Indo ao encontro da felicidade
Nada que me faça mais sofrer
Hoje, na maturidade da vida
Acordei dos sonhos, estou na real!

Enquanto muitos saem à esmo pela estrada
Me encontro em casa, na paz e na poesia

Convicta que o futuro a Deus pertence
Ando com passos firmes e seguros
Sentindo que algo bom me aguarda
Amanhã,  vivendo com mais sabedoria ....
                 sem tristeza, nem letargia ...

           £uizamenin

Editado em 01/11/2015
Publicado no Recanto das Letras.
Código do Texto T5435363
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CHIMARRÃO



Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.

Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua,
E o perfil da lança nua,
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha,
Por onde rolou a história,
Empoeirada de glórias,
De tradição farroupilha.

Em teus últimos arrancos,
Ao ronco do teu findar,
Ouço um potro a corcovear,
Na imensidão deste pampa,
E em minha mente se estampa,
Reboando nos confins ,
A voz febril dos clarins,
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar,
Apertando o lábio, assim,
Que o amargo está no fim,
E a seiva forte que eu sinto,
É o sangue de trinta e cinco,
Que volta verde pra mim.
Autoria: Glaucus Saraiva


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Calamidades no sul do Brasil.

O sul do Brasil sofre nesse início de outubro, com intempéries. Temporais com chuva forte, granizo, vendavais, alagamentos, calamidade. A cada frente fria que chega, a população fica atenta e preocupada sem nada poder fazer. O que está causando isso, fenômenos da natureza, aquecimento global, desmatamentos, não se sabe.  Quantas pessoas sofrendo, perdendo tudo, vendo seus pertences conseguidos com sacrifício, levados pelas enxurradas. Previsões para esse mês, nada animadoras. O recurso é fé, rezar para que Deus não permita que isso continue a ocorrer e aguardar que a Primavera mostre sua cara, suas flores, seu clima agradável. Enquanto isso, passar o feriadão dentro de casa, porque as rodovias estão congestionadas de carros, parece que o povo não se dá conta, que saindo de casa nessas condições é pedir para se estressar mais do que permanecer no seu cantinho com a família, em paz e tranquilidade. 

                   £uiza
                   São Paulo, 09/10/2015
                   imagem captada na web





domingo, 27 de setembro de 2015

Milagre da vida...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Setembro chegou...

Setembro chegou, indícios da mais esperada estação do ano. Flores, com seus perfumes.  Ipês floridos. O verde se destacando, clima agradável.  Mas, as estações do ano mudaram: setembro iniciou com muita chuva aqui em São Paulo, pelas previsões vai ser geral no sul e sudeste do Brasil.
Faz parte, muda-se o roteiro e aproveita-se o tempo para curtir a casa, ouvir o som da chuva, relaxar, ler, escrever, assistir TV, curtir o blog, dormir. 
                    
                                    £uiza
                                    08/09/2015
                                    imagem captada na web

domingo, 30 de agosto de 2015

LEMBRANÇAS ...

Lembranças são marcas
que o tempo deixou
nalguma época 
da sua passagem.
São apenas passados
que retornam ao presente,
influenciando
na lida do dia-a-dia...
Lembranças, muitas vezes,
são estímulos
para escrever
novos capítulos
da história de uma vida!
Rui E.L.Tavares.
          Imagem captada na web

domingo, 9 de agosto de 2015

Anoiteceu

     A
     N
     O
     I
     Tudo é silêncio// recolhimento//nossa casa// aconchego...
     E
     C
     E
     U

                £uiza menin
                0908/2015
                Poetrix/ letrix (técnica literária)
                Publicado no Recanto das Letras.
                Imagem da web


quinta-feira, 9 de abril de 2015

O OUTONO CHEGOU... e eu na praia ainda!

O OUTONO CHEGOU...
O Outono chegou,
veio descolorindo o verde,
amarelando folhas,
calando vozes de passarinhos.
O outono chegou,
encurtando os dias,
alongando as noites,
trazendo aconchego aos ninhos.
O outono chegou,
com ares de inverno,
trouxe ventos mais frios,
anúncios de nova era.
O Outono chegou,
colhendo sementes
que serão semeadas
na nova Primavera...
Rui E L Tavares
-08Abril2015-
             Lindo poema do meu amigo Poeta!
             Imagem captada na web

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Lembranças...

Olhar ao longe
Antevejo sua imagem
lembro de você ..

                        Imagem captada na web


sexta-feira, 27 de março de 2015

Reflexão

Recomece... Agradeça.
Esse dia foi feito pra você.
Sirlei L. Passolongo
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Sabedoria.

Deve existir algo extranhamente sagrado no sal:
está em nossas lágrimas e no mar...
Khalil Gibran
   
Imagem captada na web.

          

quinta-feira, 19 de março de 2015

Deslumbramento


Passeia à beira-mar e tem a graça
da clara luz do dia que amanhece
e à sua volta o ar até parece
ganhar outra leveza quando passa.
Um bando de gaivotas esvoaça
em seu redor e como numa prece
eis que a seus pés a espuma se enternece
com o desenho que na areia traça.
Aproxima-se a gente e, ao tentar
perceber o mistério da visão,
logo vê que o segredo a desvendar
é apenas mais um desses que o mar
esconde ou revela na ocasião,
conforme quem lhe interessa deslumbrar.
Torquato da Luz



sábado, 28 de fevereiro de 2015

Poesia sem rimas

Belo poema de meu amigo de Face,
O menino Poeta.


Fiz uma poesia sem rimas
apenas dei vida
às palavras escritas,
deixando bonitas as cores

dos sentimentos que sinto. 
E foi muito bom
buscar no fundo do coração
as coisas
que são importantes
pra mim.
Porque assim,
só assim, eu aprendi
a me conhecer melhor . . .
Homenino poeta

                

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A PROFESSORA




A Professora

Só porque sou bonitinha
por frívola não me tome:
sou uma professorinha
que zela pelo seu nome.

Minhas crianças eu amo
e sou feliz desse jeito:
atuando nesse ramo,
ensinando o que é direito.

A criança é folha em branco
onde escrevemos o bem;
educadora eu me banco,
e sou mãe delas também.

A Pátria que nos dê força
pois somos da Natureza:
sou avezinha, sou corça,
quero passar a beleza.

Só pedimos o respeito
e que nos dêem valor;
fazendo tudo bem feito
motivadas pelo amor.

Sem nós a humanidade
seria um caos deprimente:
formamos em tenra idade
o coração e a mente.

O nosso empenho maior
é cultivar a criança
pra ter um mundo melhor:
nós somos a esperança.


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Miguel Carqueija
Enviado por Miguel Carqueija em 21/02/2015
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Carnaval, festa, fuga dos problemas...

Tempo nublado e tendendo a frio nesta terça-feira de Carnaval, aqui no sul do País. O feriadão foi chuvoso, mas ótimo para quem como eu, gosta de curtir a casa em dias assim, ler, escrever, fazer uma comida melhor, namorar e dormir.
   Assisto  pela TV, nesse horário da manhã, tópicos do desfile das Escolas de samba do Rio, na noite de segunda-feira. A Sapucaí, mostrando a energia dos sambistas e população nos camarotes e gerais.  As Escolas com muita criatividade e beleza, cada uma mostrando o melhor de si e o empenho de seus organizadores e grupos.
    Festa brasileira para ninguém botar defeito. Alegria e muita magia, uma parada nas questões nacionais, políticas, econômicas e sociais. Até a alta da gasolina não atingiu ninguém nesses dias. A BR 101, próxima a meu recanto na Praia, esteve em movimento contínuo nesses dias, sem parar. Praias lotadas, nem parece que o brasileiro está passando por  uma fase de recessão e mudanças, resultado de tanta corrupção e desmandos, para não dizer desgovernos, ocorridos. Estamos a pagar a conta. Crise pela frente. Apertem os cintos novamente...
Passando o carnaval, vamos ver o grito do Povo, as críticas, os apelos pelas redes sociais.
     Mas, a festa máxima do brasileiro, dá uma trégua a tudo e extrapola toda a alegria contida e toda a angústia e preocupações com os decretos da Presidência, atingindo o bolso do brasileiro.
     E viva o Carnaval...Nessa quarta-feira tudo acaba e a vida volta ao normal. E o Brasil recomeça o ano ....
                       
                                    £uiza

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drumond de Andrade




sábado, 6 de dezembro de 2014

Hino ao amor...

Momentos de êxtase e alegria
que jamais ficarão no esquecimento
em que minha alma em sintonia
encontra outra à busca de alento...

Instantes plenos de descoberta
da busca da paz tão almejada
um olhar encontra outro em alerta
e juntos decidem iniciar nova jornada.

Quando menos se espera ocorre o encontro
tudo em nossa vida se transforma
e se inicia uma nova caminhada

que essa nova etapa seja o sonhado ombro
há muito desejado por nossas almas
para juntos seguirmos a jornada iniciada!

£uiza - 06/12/2014
Porto Alegre, RS.