Hoje o Nevoeiro cobre a cidade,
e eu continuo nessa obscuridade,
... ainda sem entender e por isso mesmo,
essa minha total inconformidade.
Mas agora isso já é parte de mim,
e se pudesse queria ser um Curumim,
pra ficar cuidando de Jasmim,
e cultivar um lindo Jardim.
Nevoeiro que vira e mexe aparece,
pra lembrar o que afinal não se esquece,
e minha alma se esvaece,
e meu coração se amolece,
nessa amargura que só me entristece.
O Tempo passa tão depressa,
e eu sem a minima pressa,
porque a Vida tá revessa,
porque o Nevoeiro do nada confessa,
que o caminho agora é por uma
estreita travessa.
As vezes fica tudo sem sentido,
por tudo aquilo que foi vivido,
e que foi por mim nutrido,
mas que realidade foi perdido,
porque era uma ilusão minha
e eu pensei que tinha acontecido.
È assim o Nevoeiro traiçoeiro,
que faz questão de sempre se apresentar,
pra fazer a tristeza transbordar,
dessas minhas lembranças
que não querem se dissipar.
Marco Aurelio Tisi
( 30/05/2013 )








![TEMPESTADE
" Hoje o Estado de Espirito
esta como uma Tempestade,
queria um pouco mais de docilidade,
mas a mente, as vezes é traiçoeira,
e traz pensamentos de temeridade,
de situações que foram e são inevitáveis,
e por isso mesmo insuportáveis,
porque independem de nossa serenidade,
quero tanto sair desse mar revolto,
que vira e mexe assolam minha intimidade,
tornando meu Estado de Espirito
em tamanha fragilidade,
Mas o jeito e me segurar pra não adernar,
na Esperança que essa Tempestade
não se torne cronica,
e a vida siga com mais de Docilidade. "
@[100000524534453:2048:Marco Aurelio Tisi]
( 26/05/2013 )](https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/q71/s480x480/5992_625069954187150_133677641_n.jpg)
![" Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.
Os meus métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar para encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.
Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.
Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença pra existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para meus calçados.
A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com meus centímetros a mais. Eu me recuso a andar pra trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que assume quando canta, vira canção…"
[O Teatro Mágico]](https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/q71/s480x480/9895_10201153932756150_936666608_n.jpg)










