quinta-feira, 13 de junho de 2013

NEVOEIRO.


Um dos muitos e belos  poemas de meu amigo de facebook.



 Hoje o Nevoeiro cobre a cidade,
 e eu continuo nessa obscuridade,
 ainda sem entender e por isso mesmo,
 essa minha total inconformidade.
 
 Mas agora isso já é parte de mim,
 e se pudesse queria ser um Curumim,
 pra ficar cuidando de Jasmim,
 e cultivar um lindo Jardim.

 Nevoeiro que vira e mexe aparece,
 pra lembrar o que afinal não se esquece,
 e minha alma se esvaece,
 e meu coração se amolece,
 nessa amargura que só me entristece.

 O Tempo passa tão depressa,
 e eu sem a minima pressa,
 porque a Vida tá revessa,
 porque o Nevoeiro do nada confessa,
 que o caminho agora é por uma
 estreita travessa.

 As vezes fica tudo sem sentido,
 por tudo aquilo que foi vivido,
 e que foi por mim nutrido,
 mas que realidade foi perdido,
 porque era uma ilusão minha
 e eu pensei que tinha acontecido.

 É assim o Nevoeiro traiçoeiro,
 que faz questão de sempre se apresentar, 
 pra fazer a tristeza transbordar,
 dessas minhas lembranças
 que não querem se dissipar.

 Marco Aurelio Tisi

 ( 30/05/2013 )



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